Rio: Novo presidente do Tribunal de Justiça defende a união no combate ao crime e à injustiça

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro tem novo presidente. É o desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, sucessor do desembargador Luiz Zveiter na administração do Judiciário estadual no biênio 2011/2012. Ele tomou posse nesta sexta-feira, dia 4, defendendo a união entre os poderes da República para combater o crime, a corrupção e a injustiça.

Segredo de Justiça: até onde pode ir?

A publicidade dos atos processuais é mais do que uma regra, é uma garantia importante para o cidadão, na medida em que permite o controle dos atos judiciais por qualquer indivíduo integrante da sociedade. Ela está prevista na Constituição Federal, em seu artigo 5º, dedicado às garantias individuais, e também tem previsão legal no Código de Processo Civil (CPC), nos artigos 144 e 444.

Rio: Novo presidente do Tribunal de Justiça defende a união no combate ao crime e à injustiça

A sessão solene de posse foi realizada no plenário do TJ do Rio e contou com a presença do ministro Cezar Peluso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional da Justiça (CNJ), do governador Sergio Cabral, do vice-governador Luiz Fernando Pezão.

Um milhão de mulheres foram às ruas pedir a renúncia de Berlusconi

Um milhão de mulheres foram às ruas pedir a renúncia de Berlusconi.Os últimos escândalos que envolvem Berlusconi são os alvos da insurreição das mulheres na Itália

Segredo de Justiça: até onde pode ir?

A publicidade dos atos processuais é mais do que uma regra, é uma garantia importante para o cidadão, na medida em que permite o controle dos atos judiciais por qualquer indivíduo integrante da sociedade. Ela está prevista na Constituição Federal, em seu artigo 5º, dedicado às garantias individuais, e também tem previsão legal no Código de Processo Civil (CPC), nos artigos 144 e 444.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Ana de Hollanda diz que brasileiros precisam consumir mais cultura


Luana Lourenço -
Repórter da Agência Brasil -
Brasília – A nova ministra da Cultura, Ana de Hollanda, assumiu hoje (3) a pasta, na cerimônia de posse mais animada da Esplanada dos Ministérios. Recebida por grupos de cultura popular, na entrada do Museu da República, Ana arriscou passos de samba de roda e coco, dança típica do Maranhão.
Dentro do auditório, com quase mil pessoas, mais música, tocada por uma bateria de escola de samba, que levou o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) a cair no samba com um grupo de passistas.
Ana disse que sua gestão será de “continuidade e avanços” e se comprometeu a manter programas criados nos últimos anos, como os Pontos de Cultura e os projetos do Mais Cultura. “A minha gestão jamais será sinônimo de abandono do que foi ou do que está sendo feito. Não quero a casa arrumada pela metade, as coisas se desfazendo pelo caminho, a pintura deixada no cavalete por falta de tinta”.
A nova ministra disse que a ascensão social conquistada durante o governo do ex-presidente Lula tem que ser complementada pelo acesso à cultura e informação, na gestão da presidenta Dilma Rousseff. “ É preciso ampliar a capacidade de consumo cultural dessa multidão de brasileiros que está ascendendo. Até aqui, essas pessoas têm consumido mais eletrodomésticos que cultura”, avaliou.
Ana aproveitou a presença de parlamentares na cerimônia de posse e pediu apoio do Congresso Nacional para aprovar, ainda no primeiro semestre, o projeto de lei que cria o Vale Cultura. “Temos que incrementar a cesta do trabalhador com a inclusão da cultura. Fazer o casamento da ascensão cultural e social, para acabar com a fome de cultura que ainda reina no nosso país”.
A nova ministra destacou que o ministério ganhou importância política nos últimos anos e disse que, nos próximos quatro anos, a pasta vai estar integrada às demais áreas do governo. “O Ministério da Cultura na gestão Dilma Rousseff não será uma senhora excêntrica nem um estranho no ninho”.
Paulistana, irmã do cantor Chico Buarque, a nova ministra da Cultura é cantora, compositora, já foi secretária de Cultura da cidade de São Paulo e de Osasco, além de gestora da Funarte e do Museu da Imagem e do Som.
No discurso de transmissão do cargo, o ex-ministro Juca Ferreira listou programas e iniciativas do ministério, se emocionou ao se despedir dos colegas de governo e foi aplaudido de pé mais de uma vez.

Resumo dos Jornais de hoje, 04/01/2011

 O Globo - Manchete: Ministro prepara ensino médio em tempo integral -

Na Saúde, novo titular propõe estabelecer metas de qualidade -
O ministro da Educação, Fernando Haddad, vai apresentar à presidente Dilma Rousseff um projeto que inclui a oferta de ensino médio em tempo integral, associado ao ensino técnico, para estudantes de todo o país. A ideia é que os alunos possam fazer o curso regular num turno e, no outro, o profissionalizante. “Com o ensino em tempo integral, você compatibiliza a necessidade do jovem que cursa o ensino médio de se profissionalizar”, disse Haddad, sem anunciar quanto custará a medida. Ele também disse que dará prioridade à valorização do magistério e à educação infantil. O novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que pretende criar um indicador de desempenho, com metas de qualidade, para medir a eficiência do SUS. Disse que seu maior desafio é acabar com a demora do atendimento na rede pública – que, segundo ele, é a maior reclamação dos usuários. E propôs a criação de um mapa nacional para diagnosticar gargalos do sistema. (Págs. 1, 5 e 9)
Foto legenda: A nova mãe do PAC
A ministra Miriam Belchior (Planejamento), que cuidará do PAC, anunciou cortes no Orçamento e prometeu melhorar a qualidade dos gastos. Ela chorou ao lembrar o ex-marido Celso Daniel, assassinado em 2002. (Págs. 1 e 3)
Dólar e inflação, desafios do governo
No mesmo dia em que dólar fechou em nova queda, de 0,9%, a R$ 1,651 – na menor cotação desde setembro de 2008 -, o novo ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, disse que o governo Dilma não ficará “passivo e inerte” à taxa de câmbio e travará uma batalha contra as disparidades cambiais globais e pelo aumento da competitividade do setor produtivo brasileiro. Já o novo presidente do BC, Alexandre Tombini, defendeu a redução, no futuro, da meta de inflação do país, hoje de 4,5% ao ano pelo IPCA. (Págs. 1, 19 e 20, Míriam Leitão, Merval Pereira e editorial “Boa declaração de intenções”)
Na briga por cargos, PMDB e PT se boicotam
Brigando por cargos, PMDB e PT boicotaram as posses uns dos outros. Luiz Sérgio (PT) assumiu saudando Collor. (Págs. 1 e 4)
Ministra quer estender cotas para negros
A ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros, elogiou a iniciativa do Itamaraty de abrir reserva de vagas para negros no próximo concurso e fez um apelo para que todos os ministérios adotem medidas parecidas. “Vamos provocar cada ministério a apresentar uma ação de impacto”, afirmou. (Págs. 1 e 12)
Enquanto isso, no ABC, Lula lê jornal…
O ex-presidente Lula voltou a passar o dia fechado em seu apartamento em São Bernardo, no ABC Paulista, e, segundo um assessor, leu jornais e assistiu à TV. Comeu arroz, feijão e pastéis preparados por dona Marisa. Lula, que vai viajar de férias, ainda não teria decidido para onde ir. (Págs. 1 e 9)
MST deixará de ter cargos no Incra
O novo ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, prometeu ontem que não vai nomear pessoas ligadas a qualquer entidade para as superintendências do Incra. É uma mudança de posição em relação ao governo Lula, que distribuiu cargos entre indicados pelo MST. (Págs. 1 e 11)
Bernardo defende limite a estrangeiros para portal de internet (Págs. 1 e 22)
Aposentados: acima do salário mínimo, aumento é maior (Págs. 1 e 3)
Comissão para apurar crimes da ditadura volta a ser defendida (Págs. 1 e 10)
País tem mais 3,5 milhões de veículos
As montadoras registraram nova marca histórica em 2010: foram vendidos 3,5 milhões de automóveis, comerciais leves, ônibus, caminhões e picapes. O crescimento foi de 11,8% sobre 2009. (Págs. 1 e 20)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Alckmin resolve auditar contratos da gestão Serra
Governador determina revisão dos serviços prestados por terceirizados
O governador paulista, Geraldo Alckmin, mandou a Secretaria de Gestão Pública auditar todos os contratos de terceirização de serviços herdados dos governos dos também tucanos José Serra e Alberto Goldman.
Há quatro anos, na sua primeira semana de governo, Serra – que sucedia Alckmin – apresentou um pacote de austeridade fiscal que incluia desde a revisão de contratos até um pente-fino no funcionalismo.
Os serviços terceirizados que serão auditados somam gastos de R$ 4,1 bilhões. O trabalho será orientado pelo consultor Vicente Falconi, que colaborou com o “choque de gestão” feito por Aécio Neves em Minas Gerais.
Alckmin pediu aos 26 secretários que apresentem, em até 15 dias, plano minucioso de corte de gastos em despesas fixas -as chamadas verbas de custeio. O governador não detalhou como será o corte. (Págs. 1 e A4)
Insatisfação entre aliados domina reunião de Dilma (Págs. 1 e A9)
Oposição nos EUA planeja abrir CPI sobre site WikiLeaks
O Partido Republicano, que assume amanhã o controle da Câmara dos Representantes (deputados) dos EUA, quer abrir CPI para investigar o site WikiLeaks e seu criador, Julian Assange.
A oposição a Barack Obama considera fraca a reação do governo ao vazamento de papéis pelo site. (Págs. 1 e A12)
Irã convida nova presidente do Brasil a ir ao país no 2º semestre (Págs. 1 e A13)
Desaparecidos não são vergonha, diz general
Os desaparecidos são um “fato histórico”, do qual “nós naão temos que nos envergonhar ou nos vangloriar”, afirmou em discurso o general José Elito Siqueira.
O militar, que assumiu a chefia do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, defendeu que o país “olhe para a frente”.
Siqueira chamou de “situações isoladas” os objetos de investigação da Comissão da Verdade -incluindo casos de desaparecimento.
Horas antes, a nova secretária de Direitos Humanos, Maria do Rosário, apoiou a criação da comissão, ideia que gerou muita polêmica no governo Lula. (Págs. 1 e A8)
Para executivos, há preconceito no atendimento à baixa renda
Pesquisa feita a pedido da Folha revela que 7 em cada 10 empresas que atuam nas classes C, D e E admitem algum tipo de preconceito ou resistência interna de sua organização para atender o consumidor de baixa renda.
Estima-se que o mercado popular do país movimente R$ 900 bilhões atualmente. Para 69% dos executivos entrevistados, o marketing entende pouco ou nada sobre os emergentes. (Págs. 1 e B1)
Tráfico planejou sequestrar filho de Lula, diz a PF
A Polícia Federal apurou que o traficante Fernandinho Beira-Mar planejou, de dentro de presídio de segurança máxima em Campo Grande (MS), sequestrar Luís Cláudio Lula da Silva, um dos filhos do ex-presidente Lula. A PF evitou a ação, que visava obter a liberdade do traficante e de outros presos. (Págs. 1 e A10)
Benjamin Steinbruch: Desafio é levar o país ao mundo dos juros civilizados (Págs. 1 e B8)
Editoriais
Leia “Erradicar a miséria”, sobre promessa de Dilma Rousseff; e “Menos estrépito”, acerca dos próximos passos da política externa brasileira. (Págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Tombini prioriza controle da inflação
Ao tomar posse, novo presidente do BC disse que será “intransigente” no cumprimento das metas; discurso agrada a banqueiros
O novo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que vai buscar, “de forma incansável e “intransigente”, meios para manter a inflação sob controle. Em seu discurso de posse, o economista enfatizou que o sistema de metas de inflação é o instrumento mais adequado para cumprir essa missão e afirmou que o crescimento sustentado só ocorrerá com inflação baixa. Em sintonia com o Planalto, Tombini fez questão de destacar que a estabilidade de preços é um “desafio permanente”. O discurso do novo presidente do BC agradou aos representantes dos grandes bancos brasileiros que estiveram na solenidade, em razão de seu alinhamento com o ex-presidente do BC Henrique Meirelles. Já o novo ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, disse que a presidente Dilma Rousseff está preocupada com o impacto da taxa de câmbio sobre a exportação e admitiu a necessidade de desonerações setoriais de impostos, para compensar a indústria brasileira. Móveis, calçados e têxteis são alguns dos setores que podem ter benefícios. (Págs. 1 e Economia B1)
Dilma recorre a Sarney para acalmar PMDB
Ante a revolta do PMDB por causa do avanço do PT sobre cargos importantes do segundo escalão, a presidente Dilma Rousseff decidiu acionar o presidente do Senado, José Sarney (AP), para tentar conter a rebelião no partido aliado. O PMDB boicotou ontem as cerimônias de transmissão de cargo dos ministros petistas. O ministro Antonio Palocci está prometendo aos peemedebistas que terão cargos importantes, com grandes orçamentos. (Págs. 1 e Nacional A5)
Secretária defende Comissão da Verdade
A deputada Maria do Rosário (PT) assumiu a Secretaria de Direitos Humanos pedindo ao Congresso que aprove a formação da Comissão da Verdade, para buscar “o reconhecimento da responsabilidade do Estado pelas graves violações de direitos humanos (na ditadura)”. Segundo ela, não se trata de revanche: “As Forças Armadas são parte da consolidação democrática deste Brasil”. Ela prometeu ainda implementar o Plano Nacional de Direitos Humanos 3, que cita o aborto e o casamento entre homossexuais. (Págs. 1 e Nacional A4)
Foto legenda: Miriam Belchior fala em cortar e investir
Ao assumir o Planejamento, Miriam Belchior chora ao Lembrar de Celso Daniel, prefeito de Santo André assassinado em 2002, de quem é viúva e por quem se disse influenciada. Ela afirmou que tentará conciliar o equilíbrio do Orçamento com os investimentos do PAC. (Págs. 1 e Nacional A6)
José Roberto de Toledo: Votos de boas compras
Lula compreendeu melhor que seus rivais a força do crediário. Ela explica a popularidade do presidente, a mais duradoura da história do Pais. (Págs. 1 e Nacional A7)
Celso Ming: Raras e cobiçadas
A China vem reduzindo exportação de terras raras – 17 minerais usados para fabricar itens tecnológicos. Brasil têm jazidas, mas não explora. (Págs. 1 e Economia B2)
Visão Global
Igualdade, alimento da alma
O custo a pagar pela desigualdade nos EUA não é apenas econômico mas é também a melancolia da alma, escreve Nicholas Kristof. (Págs. 1 e Internacional A12)
Notas & Informações
A missão pedagógica de Lula
Lula praticamente intimou Dilma a convocá-lo, decerto para ensinar como se fazem as coisas. (Págs. 1 e A3)
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Jornal do Brasil
Manchete: Que verão é este?
Chuva e céu nublado intrigam cariocas e turistas, que sentem falta do sol nesta estação. (Págs. 1, 6 e 7)
Dilma está de olho na indústria pirata, afirma ministro (Págs. 1 e Informe JB, 26)
Poupança fecha 2010 com pior rendimento em 43 anos (Págs. 1, 13 e 14)
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Correio Braziliense
Manchete: Dilma imprime a sua marca
Ajustes antigastos: bloqueio no orçamento da União será de R$ 30 bi; Juro subirá para conter inflação; Servidor ficará sem reajuste em 2011; Só os cargos de confiança terão aumento
O primeiro dia útil de trabalho da presidente Dilma Rousseff foi marcado por decisões difíceis e pouco populares. Elas têm o sentido de sanear as contas públicas e retomar o controle inflacionário, e deixam claro o estilo Dilma de governar. Para começar, mandou trancar o cofre e pediu que todas as receitas e as despesas — das diárias com viagens aos aluguéis de apartamentos — fossem revistas. Também deu o aval para que o Conselho de Política Monetária do Banco Central, que se reúne no dia 19, aumente os juros para conter o apetite do brasileiro pelo consumo. Outra decisão foi fechar, este ano, a torneira para os salários dos servidores efetivos (30 carreiras e 500 mil pessoas). Apenas os rendimentos de 21,8 mil ocupantes de cargos de confiança serão corrigidos. Paralelamente, vários ministros foram empossados. Ávidos por mais cargos, líderes peemedebistas não foram à posse de petistas como Paulo Bernardo, das Comunicações, que exonerou cinco diretores dos Correios — órgão aparelhado pelo PMDB. (Págs. 1, 2 a 8 e 10 a 14)
Concurso
Por conta de aposentadorias, o Banco Central vai renovar 35% do seu quadro de pessoal até 2014. Será uma seleção por ano. (Págs. 1 e 10)
Agnelo vai cortar 50% dos cargos comissionados
De imediato, o governador congela 6 mil vagas e reafirma aos secretários que a prioridade é recuperar o sistema de saúde. (Págs. 1 e 23)
Aeroportos: Mais atrasos em Brasília
Na volta do feriadão de fim de ano, a capital registrou 73 voos fora de hora, o equivalente a 47,1% do total. Média nacional, segundo a Infraero, ficou em 34%. (Págs. 1 e 15)
BR-060: Buraco já tem 60m
A cratera no Km 24 da estrada que liga Brasília a Goiânia cresceu 20m em extensão e aproximou-se do desvio. Para técnicos, a situação está sob controle. (Págs. 1 e 29)
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Valor Econômico
Manchete: Múltis avançam nos emergentes
“Novos mercados” de consumo, os países emergentes deram um salto importante nas vendas das maiores multinacionais em 2010. Esse grupo de países, que considera Brasil, Rússia, Índia e China (Bric), além de outras economias como Coreia do Sul, Polônia e África do Sul, responde por mais de 50% da receita bruta em dois dos oito maiores grupos internacionais na área de consumo. Em seis deles a fatia dos emergentes supera um terço do volume total comercializado.
Há potencial para mais, mesmo com a possibilidade de alguns desses “novos mercados” terem uma expansão mais discreta de sua economia em 2011. Relatório de analistas do Citi, publicado em dezembro nos Estados Unidos, prevê que a anglo-holandesa Unilever obtenha 70% de suas vendas em países emergentes num prazo de dez anos. “Entregamos resultados sólidos porque os mercados emergentes têm apresentado altos níveis de crescimento no volume vendido”, disse a analistas Paul Polman, CEO mundial da companhia. (Págs. 1 e B1)
Novas regras estimulam papeis de longo prazo
O governo incluiu no pacote de estímulo ao crédito de longe prazo os Certificados de Recebíveis Imobiliários, papéis que têm como lastro operações de financiamento imobiliário. Investidores estrangeiros que adquirirem esses papéis terão isenção do Imposto de Renda. Também foram feitas modificações nas regras de emissão de debêntures.
A recompra dos papéis pela empresa emissora tornou-se mais flexível. Ela poderá retirar do mercado um papel com taxa de juros mais alta para colocar outro com taxa mais baixa, por exemplo, a fim de reduzir o endividamento. O governo passou a permitir emissões simultâneas de debêntures, para que empresas possam oferecer papéis (prefixados, indexados a inflação ou ao DI) para atender tipos distintos de investidor. (Págs. 1 e C1)
Foto legenda: Troca de comando
Ao receber o cargo de presidente do BC de Henrique Meirelles, Alexandre Tombini disse ter recebido de Dilma Rousseff a missão da “busca incansável e intransigente” do controle da inflação. (Págs. 1 e A6)
PMDB pode perder peso no setor elétrico
A presidente Dilma Rousseff vai propor que Flávio Decat comande a Eletrobras, desbancando o poder do PMDB no holding, hoje presidida por José Antonio Muniz Lopes Filho, afilhado do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A Eletrobras é o exemplo mais claro de uma disputa entre PT e PMDB pelo segundo escalão do setor elétrico. A área sempre foi considerada um feudo pemedebista, especialmente do clã Sarney.
O caso mais complicado é o de Furnas, no Rio. O PT está ansioso para tirar a estatal do comando do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). (Págs. 1 e A7)
Mentes brilhantes na ciência do pais Megaprojeto
A neurocientista Miguel Nicolelis pode receber um prêmio Nobel por seu trabalho sobre o mal de Parkinson. Outro brasileiro, o físico Daniel Vanzella, descobriu que a energia contida no vácuo é capaz de destruir estrelas. Gilberto Ribeiro desenvolve um resistor de memória capaz de mudar radicalmente o mercado de armazenagem de dados.
Mas ainda é raro encontrar dentistas e pesquisadores brasileiros como esses, que ocupam o topo da pirâmide acadêmica ou da inovação empresarial. (Págs. 1 e B2)
Megaprojeto desafia as tradições de São Caetano
Um megaempreendimento imobiliário, o maior lançamento de São Caetano do Sul, terá como grande desafio quebrar padrões de consumo e comportamento da cidade mais rica do ABC paulista. Espremidos em apenas 15 quilômetros quadrados de área, os habitantes do município se acostumaram a percorrer 20 quilômetros ou mais para ir as compras em São Paulo, a um restaurante ou mesmo ao cabeleireiro. Concebido pela Sobloco, o Espaço Cerâmica – que ganhou seu nome em razão de uma antiga fábrica da Magnesita na área – e bairro planejado que terá o primeiro shopping center da cidade, um hospital São Luiz e prédios comerciais e residendais de alto padrao. (Págs. 1 e B8)
MDIC vai reforçar os mecanismos de defesa comercial (Págs. 1 e A5)
Recuperação dos EUA puxa altas nas bolsas e commodities (Págs. 1, C2 e A11)
Neozelandeses ampliam a produção de leite na Bahia, diz Bell (Págs. 1 e B12)
Gargalo aeronáutico
Entre a meia-noite e as 19h de ontem, os principais aeroportos do país registravam 719 voos com mais de 30 minutos de atraso, 34% das decolagens programadas, ante 20% no primeiro dia útil de 2010. (Págs. 1 e B1)
O Natal da década
Com vendas físicas 11,2% maiores e alta de 8% no faturamento, o resultado dos supermercados paulistas em dezembro foi o melhor da década. Impulsionado pelo câmbio, o bacalhau foi um dos destaques. (Págs. 1 e B6)
Escalada do cobre
Após aumentar 33% em 2010, o preço do cobre no mercado internacional continuou subindo ontem e alcançou o recorde de US$ 4,45 a libra, impulsionado por temores de desequilíbrio entre oferta e demanda. (Págs. 1 e B7)
EUA vão à’guerra’ por transgênicos
Despachos diplomáticos divulgados pelo site WikiLeaks revelaram a intenção do governo americano de retaliar parceiros comerciais, em especial a União Europeia, por suas resistências aos transgênicos. (Págs. 1 e B12)
Cartões atraem estrangeiras
Depois da Elavon, a também americana Global Payments chega para disputar o mercado brasileiro de captura e processamento de transações com cartões, segmento liderado por Cielo e Redecard. (Págs. 1 e C6)
‘Destronando o rei’
Em livro, ainda sem previsão de lançamento no Brasil, a jornalista americana Julie Macintosh revela os bastidores da aquisição da Anheuser-Busch pela InBev. (Págs. 1 e D10)
Carf para ganhar agilidade
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) tem um novo regulamento interno, Entre as mudanças, que pretendem agilizar os processos, foi reduzido de 60 para 30 dias o prazo para voto dos conselheiros. (Págs. 1 e E1)
Ideias
Raymundo Costa
A oposição precisa de tempo para organizar a tropa, que mais parece um desorientado acampamento de náufragos. (Págs. 1 e A5)
Ideias
Martin Feldstein
Pacote tributário americano é a combinação certa de política fiscal de curto prazo e prudência fiscal de longo praza. (Págs. 1 e Al3)
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Estado de Minas
Manchete: Governo quer baixar a meta da inflação (Pág. 1)
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Jornal do Commercio
Manchete: Livro didático sobe 8% em média
Reajustes vão de 6% a 11% e foram provocados, em parte, pela adequação à nova ortografia. Livrarias repassaram aumento integralmente e estão parcelando compras em até 10 vezes. (Pág. 1)
Aposentado tem aumento de 6,4%
Índice será aplicado no salário de janeiro dos 8,7 milhões de beneficiados que ganham acima de um mínimo. (Pág. 1)
Ministério da Integração Nacional terá nova dimensão (Pág. 1)
Dilma tenta acalmar PMDB na disputa por cargos no 2º escalão (Pág. 1)
Eduardo Campos diz que prioridade será educar e qualificar (Pág. 1)
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Veja
Manchete: A batalha dos 100 dias
As oportunidades e os riscos na largada
Reportagem Especial
40 páginas
Governo Dilma (Págs. 1 e 54)
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Época
Manchete: Dilma lá
O novo estilo, os velhos problemas – e o que vai mudar no governo da primeira mulher presidente do país (Págs. 1 e 24)
“Pela primeira vez o Brasil se vê diante da oportunidade real de se tornar uma nação desenvolvida”
Dilma Rousseff, 1º de janeiro de 2011
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Zero Hora
Manchete: Polícia projeta até 10 delegacias exclusivas para conter homicídios
Chefe de Polícia planeja mais DPs para combater crime que teve 1.620 casos em 2010. Favorável à medida, secretário evita se comprometer com prazos. (Págs. 1, 34 e 35)
Aposentadoria acima do mínimo sobe 6,41%
Benefício a 8,7 milhões de pessoas aumentará contas do INSS em R$ 7,8 bilhões. (Págs. 1 e 15)
Governo Dilma: Presidente do BC prevê reduzir meta de inflação
Ambição de Alexandre Tombini é manter taxa inferior a 4,5%. (Págs. 1 e 14)
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Paulo Bernardo vai “inundar o país com redes de comunicações”

- Na foto da ABr o ministro Paulo Bernardo -

Marina Jungmann -
Repórter da Agência Brasil -
Brasília – O novo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou hoje (3), ao assumir o cargo, que pretende “inundar o país com redes de comunicaçõespara os eventos esportivos dos próximos anos e para atender à demanda da nova classe média.
“As comunicações são a chave para o desenvolvimento de um país e, no caso do Brasi,l precisamos discutir o setor com vistas aos dois grandes eventosCopa do Mundo e Olimpíadasque vamos receber. Além desses eventos, temos uma crescente classe média, que vai demandar cada vez mais esses serviços”, afirmou o ministro.
Segundo Paulo Bernardo, as mesmas pessoas que andaram de avião pela primeira vezpouco tempo, agora vão também querer ter acesso à internet grátis.
O novo ministro também reiterou o compromisso de tocar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), para internet, e o Plano Geral de Metas de Universalização, para a telefonia fixa. Nesse ponto, Paulo Bernardo chamou a atenção para a necessidade de contar com a colaboração das empresas de telecomunicações.
“É preciso preservar o equilíbrio econômico e financeiro dos contratos sem nos omitirmos de discutir metas”, afirmou. O ministro também reafirmou o compromisso de manter o diálogo com as rádios comunitárias e de expandir a TV digital.
Para o PNBL, Bernardo lembrou que foi assinada, nodia 31 de dezembro, medida provisória que estende para os modens os benefícios de isenção tributária do Programa Computador para Todos.

Resumo dos Jornais de hoje, 03/01/2011


03 de janeiro de 2011 -
O Globo -
Manchete: ‘Ação no Alemão é modelo para todo o pais’, diz novo ministro -
Cardozo, da Justiça, defende união para combater o crime organizado -
Ao assumir ontem o Ministério da Justiça, o ex-deputado José Eduardo Cardozo (PT) prometeu estender para os quatro cantos” do pais a experiência do Rio de Janeiro na ocupação do Complexo do Alemão pelo poder público. Para ele, o Rio mostrou que, quando as forças policiais, os governos e a sociedade se unem, os resultados acontecem”. O ministro defendeu uma pactuação em torno da defesa do interesse público: “O Estado é mais forte e poderoso que o crime organizado. E vamos demonstrar isso, doa a quem doer”, disse. Cardozo anunciou também que vai intensificar a fiscalização nas fronteiras com ações da Polícia Federal e das Forças Armadas, com a cooperação de países vizinhos. E, disse que, se necessário, o governo brasileiro poderá subsidiar ações em outros países porque o contrabando de armas e drogas precisa ser enfrentado em conjunto. Sobre a decisão de Lula de não extraditar o ex-ativista italiano Cesare Battisti, o que provocou protestos da Itália, o ministro disse que será mantida. (Págs. 1 e 3)
Foto-legenda: Estilos
Domingão no ABC: Ao lado de dona Marisa, o ex-presidente Lula acena da varanda de seu apartamento, em São Bernardo, onde passou o domingo. Ele disse que pretende descansar “pelo menos” 20 dias para, depois, decidir o que vai fazer. Mas adiantou que não deixará a política. (Págs. 1 e 9)
Foto-legenda: Estilos
Domingão no Planalto: Em seu primeiro dia de despachos, a presidente Dilma recebeu representantes diplomáticos de sete países, entre eles Mahmoud Abbas. Em entrevista ao GLOBO, o palestino defendeu o isolamento internacional de Israel na questão dos assentamentos. (Págs. 1, 4 e 22)
Em 2010, superávit foi o pior da Era Lula
O saldo da balança comercial em 2010, que será divulgado hoje, foi o menor do governo Lula. Dólar em baixa e mercado interno aquecido fizeram as importações bater recorde: US$ 181,6 bilhões. As exportações surpreenderam e também alcançaram patamar inédito, com US$ 201,9 bilhões, mas graças a a1ta nos preços de produtos básicos, como soja e minério de ferro. (Págs. 1 e 19)
Estado promete fim de política na educação
O plano em elaboração para deixar o Rio entre os cinco melhores no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) – o estado ocupa a penúltima posição – deve por fim a indicação política para diretores de escolas e coordenadores regionais. (Págs. 1 e 12)
Dilma cortará imposto contra informalidade
Para cumprir a promessa de estimular a economia e reduzir custos do setor produtivo, a presidente Dilma Rousseff pretende desonerar a folha de pagamento das empresas. Ela já ordenou a sua equipe que apresente, ainda no primeiro semestre deste ano, proposta para reduzir a contribuição previdenciária de 20% que incide sobre a folha das empresas. A redução poderá ser de cinco pontos percentuais. O objetivo é combater a informalidade. (Págs. 1 e 10)
Erenice: Planalto conclui sindicância sem punição
A comissão de sindicância que apurava as denúncias de tráfico de influência na Casa Civil, durante a gestão de Erenice Guerra, concluiu seu trabalho sem punir ninguém. Não foram achadas provas contra os dois servidores que, segundo as denúncias, teriam se valido do relacionamento com filhos de Erenice para intermediar contratos e receber propinas. Mas a PF continua investigando Erenice. (Págs. 1 e 11)
Palocci assume a Casa Civil e diz que será só ‘um da equipe, do time’ (Págs. 1 e 5)
Novo chanceler diz que dará atenção especial aos sul-americanos (Págs. 1 e 4)
Governo vai reajustar valor dos benefícios do Bolsa Família (Págs. 1 e 10)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Dilma decide privatizar ampliação de aeroportos
Medidas incluem a abertura de capital da Infraero e a criação de secretaria para a aviação civil
A presidente Dilma Rousseff resolveu entregar para a iniciativa privada a construção e a operação dos novos terminais dos aeroportos de Guarulhos e de Viracopos, em São Paulo, informam Valdo Cruz e Ana Flor.
O governo também abrirá o capital da Infraero, estatal que administra o setor aeroportuário. As decisões incluem a criação da secretaria ligada a Presidência para a aviação civil – como a Folha antecipou. Medida provisória pode sair neste mês.
O objetivo é desafogar setor para a Copa de 2014. Segundo a Infraero, o governo precisa investir R$ 5,5 bilhões nos aeroportos ligados às 12 sedes do Mundial.
A concessão dos novos terminais esvazia o plano de mais um aeroporto nos arredores de São Paulo.
A equipe de Dilma conversou com empresas aéreas, como TAM e Gol. Elas manifestaram interesse na operação de novos terminais. O prazo de concessão deve ser de 20 anos. (Págs. 1 e A4)
Foto legenda: Lição de casa
A presidente Dilma Rousseff utiliza ficha com informações para as reuniões bilaterais que teve em Brasília com sete chefes de Estado e de governo que vieram para a posse dela. (Págs. 1 e A5)
Foto legenda: Volta para casa 2
Ao lado da mulher, Marisa Letícia, Lula acena da varanda do seu apartamento em São Bernardo do Campo no 1º domingo como ex-presidente. (Págs. 1 e A9)
Sindicância sobre o caso Erenice acaba sem punição
Terminou sem sugerir punições a sindicância da Casa Civil para apurar o suposto envolvimento de servidores do órgão em tráfico de influência durante a gestão da ex-ministra Erenice Guerra.
A sindicância não investigou Erenice porque, segundo a Casa Civil, não tinha poderes para isso. E a apuração não comprovou envolvimento de servidor da pasta. A Polícia Federal continua a investigar. (Págs. 1 e A8)
Entrevista da 2ª: Gilberto Carvalho
Para ministro, Lula é como um ‘Pelé na reserva’
Para Gilberto Carvalho, ex-chefe de gabinete de Lula e agora ministro da Secretaria-Geral da Presidência, as oposições não devem se “agitar”, porque o governo tem um “Pelé na reserva”. Carvalho refere-se a possibilidade de o ex-presidente candidatar-se em 2014.
Durante entrevista concedida a Cátia Seabra e Natuza Nery, Carvalho chorou várias vezes ao lembrar sua relação com Lula. (Págs. 1 e A14)
Maior produtor, Brasil já importa café até da China
Apesar de o Brasil ser o maior produtor mundial de café, as exportações do grão torrado e moído, de maior valor, estão caindo, e as importações, crescendo. Hoje, importa-se até da China.
O maior exportador em 2010 foi a Suíça, terra do Nespresso. A Nestlé traz grãos do Brasil e os industrializa na Europa. (Págs. 1 e B1)
Fernando de Barros e Silva
Dilma usa condição feminina e geração 68 como moldura para pronunciamento. (Págs. 1 e A2)
Carlos Eduardo da Silva
Presidente manteve na posse a tradição sul-americana de discursos extensos. (Págs. 1 e A7)
Mônica Bergamo
Em aplausos, venezuelano Hugo Chávez fez 1 a 0 na americana Hillary Clinton. (Págs. 1 e A11)
Editoriais
Leia “Controle perdido”, sobre a necessidade de equilíbrio nas contas públicas; e “Mercado e cidadania”, acerca da abertura de bancos nas favelas. (Págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Dilma enfrenta crise entre PT e PMDB pelo segundo escalão
Presidente pede que Palocci ajude a pacificar peemedebistas e já teme retaliação em votações importantes
A primeira missão dada pela presidente Dilma Rousseff ao ministro Antonio Palocci (Casa Civil) foi a de buscar a pacificação do PMDB, informam João Domingos e Denise Madueño. O partido vive momento de estresse no relacionamento com o PT, que se apossou de cargos importantes antes dominados por peemedebistas, como a presidência dos Correios e a Secretaria de Atenção à Saúde, e agora pretende avançar sobre a Fundação Nacional da Saúde (Funasa). São postos que controlam grandes orçamentos: a Atenção à Saúde, R$ 45 bilhões; os Correios, R$ l2 bilhões; a Funasa, R$ 5 bilhões. Têm presença em todas as regiões do País, o que dá visibilidade ao partido que os controla. Dilma teme que o PMDB inicie movimento de retaliação aos petistas em votações importantes, como a da medida provisória que fixou o salário mínimo em R$ 540. A situação é tão grave que o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e o ministro Alexandre Padilha (Saúde) protagonizaram um bate-boca, com acusações e ofensas de parte a parte. Dilma convocou para hoje a reunião do Conselho Político, integrado por líderes dos partidos governistas. Quer iniciar as conversações de paz o quanto antes. (Págs. 1 e Nacional A4)
Dia de estreia
A presidente Dilma cumprimenta o palestino Mahmoud Abbas, um dos encontros de seu primeiro dia no cargo. (Págs. 1 e Nacional A6)
Bernardo diz que internet popular é ‘obrigação’
O ministro Paulo Bernardo (Comunicações), que assume hoje, disse que a presidente Dilma Rousseff planeja massificar o acesso a internet, com banda larga, e que as concessionárias “tem a obrigação” de colaborar. Em entrevista a Lu Aiko Otta e Karla Mendes, Bernardo afirmou que Dilma quer negociar com empresas nacionais para fazer tablets a “preço popular”. (Págs. 1 e Nacional A7)
Pacto contra o crime
O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) quer fazer um pacto com os governadores, inclusive os de oposição, para combater o crime organizado, as drogas e a violência. (Págs. 1 e Nacional A5)
Governo trava orçamento para definir cortes
Técnicos do governo trabalham num bloqueio de todo a Orçamento de 2011 para conter as gastos enquanto definem as programas e os projetos que sofrerão os cortes. O objetivo é cumprir a meta fiscal deste ano, reduzindo até R$ 25 bilhões em despesas. O corte não pode ser decidido a toque de caixa porque o Orçamento ainda não foi sancionado. A presidente Dilma Rousseff ainda poderá vetar artigos. (Págs. 1 e Nacional A6)
Após disparar, valor de imóvel para de subir
Os preços dos imóveis dão sinais de estarem perto do topo, após a escalada das cotações nos últimos dois anos. Pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo mostra que, em outubro, valor médio do imóvel usado caiu 3,53% em relação ao mês anterior. (Págs. 1 e Economia B1)
São Paulo se reencontra com a sua mais estimada biblioteca
A Biblioteca Mário de Andrade será reaberta integralmente no aniversário de São Paulo, dia 25, após passar décadas sofrendo “deterioração crônica” – na expressão da atual diretora, Maria Christina Barbosa de Almeida. A reinauguração da torre de 22 andares, em estilo art déco, é a mais aguardada. A instituição, em reforma desde 2007, graças a investimento de R$ 23 milhões do BID, parou de adquirir títulos e, pior, não tinha nem sequer condições de manter seu acervo de mais de 320 mil livros, dos quais 51 mil são classificados como raros – como o da foto ao lado, um tratado sobre escultura romana, do século 16. (Págs. 1 e Cidades C4)
EUA e Síria podem ter negociação secreta (Págs. 1 e Internacional A8)
Câncer de mama aumenta entre as jovens (Págs. 1 e Vida A11)
Prefeitura perde terreno que se tornaria parque (Págs. 1 e Cidades C1)
Direto da Fonte: A musa da posse
Marcela, 27, diz que a idade do marido Michel Temer, 70, não importa: ‘É como se ele tivesse 30?. (Págs. 1 e D2)
Paulo Sotero: Anistia e diplomacia
Em questão de princípios, como as que envolvem direitos humanos e a paz internacional, nações que se levam a sério tem apenas uma posição. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)
José de Souza Martins: Cama, um assunto de Estado
Em 1620, a notícia chegou a São Paulo: o ouvidor se aproximava. Na vila onde o padrão era dormir em rede, faltava uma cama para o visitante. (Págs. 1 e Cidades C4)
Visão global: Os sem-teto e a crise argentina
Invasões e confrontos expõem uma grave situação social e testam a autoridade da presidente Cristina Kirchner, escreve Alexei Barrionuevo. (Págs. 1 e Internacional A10)
Notas & Informações
Lula abriga o criminoso
Caberá a Dilma enfrentar o caso Battisti, que lhe pode acarretar enorme custo político. (Págs. 1 e A3)
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Jornal do Brasil
Manchete: Dilma se une a Cuba contra a cólera no Haiti
Presidente recebe sete líderes estrangeiros no primeiro dia de seu mandato
A presidente Dilma Rousseff acertou ontem com o vice-presidente de Cuba, José Ramón Machado Ventura, ações conjuntas para ajudar o Haiti a vencxer a epidemia de cólera. Outra reunião foi com o presidente do Uruguai, José Mujica, que, como Dilma, integrou grupos de esquerda, no caso dele, os Tupamaros. Hugo Chávez, da Venezuela, que seria o primeiro a ser recebido, desmarcou e voltou para casa na véspera. (Págs. 1 e País, 2)
Foto legenda: Com Dilma – O presidente uruguaio, José Mujica, ex-guerrilheiro tupamaro
A bela do vice
Michel Temer disse que sua mulher, Marcela, não é Carla Bruni e se divertiu com o frisson na posse de Dilma. (Págs. 1 e País, 4)
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Correio Braziliense
Manchete: Dilma quer pacto contra o crime
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, assumiu o cargo em sintonia com o discurso de união nacional defendido pela presidente Dilma Rousseff. Ele se reunirá em fevereiro com os governadores para definir ações integradas contra o crime organizado.“Este pacto não pode e não deve ser meramente retórico”, disse Cardozo. Além de buscar a cooperação, o Ministério da Justiça vai controlar a Secretaria Nacional Antidrogas, antes vinculada ao Gabinete de Segurança Institucional. (Págs. 1 e 3)
Foto legenda: Ao trabalho
Na sala de audiências do Palácio do Planalto, Dilma Rousseff teve encontros reservados com líderes internacionais. Promessa de acordos bilaterais e as Olimpíadas de 2016 foram alguns dos temas abordados. (Págs. 1 e 5)
Foto legenda: Ao descanso
De bermuda e camiseta, Lula acena a admiradores reunidos em frente ao apartamento do ex-presidente, em São Bernardo do Campo (SP). “Provei que um operário só com primário é capaz de governar o país”, disse. (Págs. 1 e 7)
GDF fará compra emergencial para evitar a falta de remédios (págs. 1 e 20)
Caso Battisti só é crise para os italianos
O primeiro escalão do governo Dilma minimizou o mal-estar diplomático causado pelo refúgio político concedido ao ex-ativista Cesare Battisti. Governo italiano cogita recorrer à Corte de Haia. (Págs. 1 e 6)
Uma miss no poder
A posse na Esplanada teve sua musa. Aos 27 anos, a discreta Marcela, esposa do vice-presidente Michel Temer, 70, atraiu olhares e foi sucesso no Twitter. (Págs. 1 e 8)
Palocci assume humilde, mas hoje mostrará poder (págs. 1 e 2)
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Valor Econômico
Manchete: Planos de saída no Bolsa Família
Está nos planos do governo Dilma Rousseff a transformação de parte da clientela do Bolsa Família, o programa de transferência de renda de maior sucesso da gestão Lula, em uma nova categoria de empreendedores rurais e urbanos. O Valor apurou que a nova ministra do Desenvolvimento Social, a economista Tereza Campello, que assumiu ontem o cargo, pretende dar ênfase ao desenvolvimento empresarial das 12,9 milhões de famílias assistidas pelo programa.
Entre os planos está a criação de uma espécie de “força-tarefa” institucional para criar, transferir e aplicar tecnologias em benefício da “nova classe média” resultante das políticas de redução da pobreza no país. Pretende-se aproveitar várias experiências de microcrédito e usar o conhecimento acumulado pela agência de apoio ao empreendedorismo (Sebrae) para estimular esse novo grupo social a abrir pequenos negócios. Essa ‘porta de saída” estimularia investimentos em mercearias, restaurantes, cabeleireiros, revendas e “lan houses” (Págs. 1, A4 e A6)
Dilma muda a orientação para direitos humanos
O Brasil deve mudar a maneira de tratar países acusados de violação dos direitos humanos, passando a discutir caso a caso. Esta é uma determinação da presidente Dilma Rousseff, na sua primeira mudança na política externa brasileira. Ela avisou ao Ministério das Relações Exteriores que não quer que restem dúvidas sobre a defesa feita pelo país em matéria de direitos humanos em fóruns internacionais.
O primeiro teste dessa nova orientação pode ocorrer já em março, quando se inicia a reunião formal do Conselho de Direitos Humanos. Durante quatro semanas, todas as resoluções, inclusive as contrárias aos iranianos, serão apresentadas. (Págs. 1 e A20)
BNDES vai reduzir cobertura de crédito
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai reduzir sua participação nos financiamentos concedidos a empresas. Atualmente, em média, o banco financia 70% do valor do investimento. A ideia é diminuir a participação e obrigar as empresas a buscar os recursos complementares no mercado privado de crédito.
A mudança será anunciada nos próximos dias, após reunião do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, com a presidente Dilma Rousseff. (Págs. 1 e A7)
Estados programam investimentos
Com raras exceções, os governadores que tomaram posse sábado contam com investimentos de peso no seu primeiro ano de gestão. Em São Paulo, o secretário de Fazenda de Geraldo Alckmin (PSDB), Andrea Calabi, disse que a situação fiscal está equilibrada e permitirá investimento semelhante à média dos últimos dois anos, que foi da ordem de R$ 20 bilhões. Sergio Cabral (PMDB) informa que vai investir R$ 33 bilhões só de recursos do Estado do Rio nos quatro anos. Em Minas, o governador Antonio Anastasia (PSDB) quer atrair investimentos privados para diminuir a grande dependência da economia estadual da mineração e do setor siderúrgico. Beto Richa (PSDB-PR) assumiu prometendo redução de gastos para recuperar a capacidade de investir.
O Nordeste deve entrar em uma nova fase, com investimentos mais expressivos do que os feitos pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na região. O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), anunciou ter sido convidado pela presidente Dilma Rousseff para coordenar com Eduardo Campos (PSB-PE) e Jaques Wagner (PT-BA) um grande plano para a região, com obras interestaduais de infraestrutura no valor de R$ 20 bilhões. (Págs. 1 e A11 a A15)
Orçamento pode ser cortado em até R$ 30 bilhões
A presidente Dilma Roussef deve assinar nos próximos dias um decreto de bloqueio preventivo do orçamento da União, até que o projeto aprovado pelo Congresso seja esmiuçado e receitas e despesas reprogramadas pela área econômica do novo governo. Embora a meta para este ano, estabelecida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, seja de um superávit primário em valores nominais de R$ 117,89 bilhões, a intenção do governo é restabelecer o compromisso com um superávit pleno de 3,1% do Produto Interno Bruto. Para isso, seria preciso cortar entre R$ 25 bilhões e R$ 30 bilhões dos gastos projetados para 2011. O controle do gasto público será peça-chave da política de combate à inflação de Dilma, dizem fontes oficiais. (Págs. 1 e A4)
Foto legenda: Nova fase
Depois de ter sido recebido com festa em São Bernardo, o ex-presidente Lula apareceu ontem com a mulher, Marisa, na varanda de seu prédio como disse que viveria: cidadão comum. (Págs. 1 e A16)
Neoenergia compra ativos de sócios e entra na cogeração industrial (Págs. 1 e B7)
Em posse concorrida, Palocci assume Casa Civil pregando discrição (Págs. 1 e A5)
Trabalhador menos qualificado
O governo Lula terminou com um saldo de empregos 150% maior que governo FHC, mas o gasto médio anual com qualificação da mão de obra foi 73,3% inferior ao resultado do período anterior. (Págs. 1 e A2)
Investimentos mais lentos
Depois de uma alta superior a 20% em 2010, os investimentos devem avançar a um ritmo menos exuberante neste ano. Os mais otimistas apostam em expansão na casa de 10%. (Págs. 1 e A3)
Argentinos no Brasil
Dridco, a maior empresa de classificados online da Argentina, chega ao Brasil com planos de investir US$ 32,5 milhões em 2011. (Págs. 1 e B2)
Mais alimentos
Em um ano em que o preço das commodities disparou, a indústria de alimentos viu as vendas em volume crescerem mais de 7%, descontada a inflação, segundo a Abia. (Págs. 1 e B6)
Algodão em alta
O plantio da safra de algodão está praticamente finalizado e indica que a área cultivada total vai atingir 1,3 milhão de hectares. Se confirmada, será a maior dos últimos 19 anos. (Págs. 1 e B12)
Interesse por fundo imobiliário
O ano de 2010 foi o melhor da história para o segmento de fundos imobiliários. As ofertas registradas e com dispensa de registro atingiram cerca de R$ 9,8 bilhões, com expansão de 185%. (Págs. 1 e D1)
Ideias
Sérgio Leo
Se aceita, proposta enviada à Fazenda acabará com o presente que os Estados dão aos importadores retirando o ICMS. (Págs. 1 e A2)
Ideias
Luiz Werneck Vianna
Desafios do novo governo são imensos, a começar pelas políticas públicas para saúde e educação, catástrofes nacionais. (Págs. 1 e A4)
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Estado de Minas
Manchete: Como garantir seu emprego em 2011
No primeiro dia de funcionamento das agências de emprego este ano, o Estado de Minas traz as dicas de especialistas aos trabalhadores em busca de uma chance no mercado. Mais que um bom currículo, eles apontam que sairá na frente quem oferecer melhor qualificação aliada a uma formação escolar suficiente para dominar avanços de tecnologias. Cabe ao candidato garimpar vagas de acordo com seu perfil. Nesse quesito, a reportagem dá uma mãozinha e apresenta as 10 profissões que vão se manter em alta em 2011. Vendedores, analistas de tecnologia da informação (TI) e engenheiros mecânicos estão entre as vedetes. (Págs. 1, 11 e 12)
O primeiro dia: Folga
O ex-presidente Lula passou o primeiro dia fora do poder em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde começou sua trajetória sindical e política. Ao lado de dona Marisa, ele apareceu com camiseta e bermuda e acenou para populares. Na noite de sábado, participou de festa de despedida organizada por metalúrgicos. Disse estar feliz em voltar ao seu berço como líder sindical, mas que vai descansar por 20 dias antes de pensar novamente em política. (Págs. 1 e 3 a 6)
O primeiro dia: Trabalho
Dilma Rousseff teve agenda cheia no primeiro dia como presidente da República. Recebeu representantes de vários países e o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas (foto). No encontro com o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, ela ganhou apoio à intenção do Brasil de ocupar uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. (Págs. 1 e 3 a 6)
O primeiro dia: Oração
O governador Antonio Anastasia foi à missa ontem, na Catedral da Boa Viagem, em Belo Horizonte, acompanhado da mãe, dona Ilka, para pedir proteção divina para os próximos quatro anos. Hoje, reúne o novo secretariado para fazer balanço das finanças no estado e cobrar austeridade. Ele pretende criar a Subsecretaria da Transparência para combater eventuais irregularidades com recursos públicos. (Págs. 1 e 3 a 6)
Morre o senador Eliseu Resende
O senador Eliseu Resende (DEM), de 81 anos, morreu ontem no Incor, em São Paulo. Ele passou por cirurgia para retirada de tumor no intestino no dia 24. No sábado, apresentou quadro de insuficiência renal e não resistiu. O corpo será velado na Assembleia Legislativa e deve ser sepultado em Oliveira, sua terra natal. (Págs. 1 e 7)
Grande BH: Problema para 5,4 milhões de moradores
Falta de integração política entre municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte traz efeitos sobre a organização e a expansão da área. Estudo da UFMG mostra que impactos vão desde as legislações de regulação urbana às relações com obras federais, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). (Págs. 1, 17 e 18)
Minas: Acidentes matam 40 nas estradas
Balanço parcial das operações policiais nas estradas federais que cortam Minas Gerais indica que pelo menos 40 pessoas morreram entre o Natal e o réveillon. A volta para casa ontem lotou as rodovias. Na BR-381, perto de Caeté, uma pessoa morreu e 10 ficaram feridas em dois acidentes que causaram congestionamento de vários quilômetros. (Págs. 1 e 21)
Hora de cautela no campo
Câmbio valorizado e falta de infraestrutura servem de alerta aos produtores rurais que pretendem turbinar os investimentos para garantir uma boa colheita este ano. Não será fácil superar os bons resultados de 2010. (Págs. 1 e Agropecuário)
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Jornal do Commercio
Manchete: Desafio de Dilma é cortar despesas
Presidente terá como primeira tarefa definir cortes para equilibrar Orçamento. Contingenciamento pode chegar a R$ 30 bilhões. Saúde e segurança devem ser tema de reunião com governadores. (Pág. 1)
Lula pede apoio para a sucessora e diz que continuará na política (Pág. 1)
Itália pode levar caso Battisti à Corte Internacional de Haia (Pág. 1)
Gestão do Estado será copiada
Segundo Eduardo Campos, modelo de metas adotado por Pernambuco deve servir de inspiração para governo federal. (Pág. 1)
Oriente Médio (Pág. 1)
Sakineh (Pág. 1)
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Zero Hora
Manchete: Dilma vai cobrar metas de ministros
Primeiro dia é dedicado a agenda diplomática;
Na Casa Civil, Palocci reduz estrutura da Era Dirceu;
Para cumprir as promessas, a presidente determinou aos ministros que definam objetivos e estabeleçam prazos para a apresentação de resultados. (Págs. 1 e 4 a 6)
Novo governo: Tarso estuda convocar a Assembleia em janeiro
Governador pretende reajustar salário de cerca de 500 assessores, cortar 148 CCs e impor teto para estatais. (Págs. 1 e 8)
BR-101 passa em teste
À exceção de trecho em Três Forquilhas, estrada foi boa opção para os veranistas na volta das festas, enquanto outras rodovias congestionaram.
Feriadão tem média de 3 mil multas por dia. (Págs. 1 e 23 a 27)
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