Rio: Novo presidente do Tribunal de Justiça defende a união no combate ao crime e à injustiça

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro tem novo presidente. É o desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, sucessor do desembargador Luiz Zveiter na administração do Judiciário estadual no biênio 2011/2012. Ele tomou posse nesta sexta-feira, dia 4, defendendo a união entre os poderes da República para combater o crime, a corrupção e a injustiça.

Segredo de Justiça: até onde pode ir?

A publicidade dos atos processuais é mais do que uma regra, é uma garantia importante para o cidadão, na medida em que permite o controle dos atos judiciais por qualquer indivíduo integrante da sociedade. Ela está prevista na Constituição Federal, em seu artigo 5º, dedicado às garantias individuais, e também tem previsão legal no Código de Processo Civil (CPC), nos artigos 144 e 444.

Rio: Novo presidente do Tribunal de Justiça defende a união no combate ao crime e à injustiça

A sessão solene de posse foi realizada no plenário do TJ do Rio e contou com a presença do ministro Cezar Peluso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional da Justiça (CNJ), do governador Sergio Cabral, do vice-governador Luiz Fernando Pezão.

Um milhão de mulheres foram às ruas pedir a renúncia de Berlusconi

Um milhão de mulheres foram às ruas pedir a renúncia de Berlusconi.Os últimos escândalos que envolvem Berlusconi são os alvos da insurreição das mulheres na Itália

Segredo de Justiça: até onde pode ir?

A publicidade dos atos processuais é mais do que uma regra, é uma garantia importante para o cidadão, na medida em que permite o controle dos atos judiciais por qualquer indivíduo integrante da sociedade. Ela está prevista na Constituição Federal, em seu artigo 5º, dedicado às garantias individuais, e também tem previsão legal no Código de Processo Civil (CPC), nos artigos 144 e 444.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Resumo dos principais jornais de hoje (26-11-2010)



26 de novembro de 2010 -
O Globo -

Manchete: O dia D da guerra ao tráfico
Com inédito apoio da Marinha, tropas do Bope desembarcam na Penha e ocupam bunker do tráfico
Traficantes fogem em massa para o Alemão, mas mantêm ataques incendiários à cidade
População aplaude polícia e acompanha operação pela TV em clima de ‘Tropa de Elite 3′
Seis blindados do Corpo de Fuzileiros Navais, da Marinha, transportando militares e policiais do Bope, fizeram a diferença ontem em operação policial histórica que retomou o principal bunker do tráfico, na Vila Cruzeiro, na Penha. O comboio foi aplaudido pelas pessoas nas ruas. Numa semelhança simbólica com o desembarque das tropas aliadas na Normandia – que abriu as portas para a derrota da Alemanha nazista -, a ação no Rio foi o Dia D do combate ao tráfico que, desde domingo, realiza ataques em várias áreas da Região Metropolitana. Só ontem foram mais 41 veículos incendiados, alguns já na Zona Sul. Apesar de os blindados da Marinha terem metralhadora de calibre .50, o armamento – que pode derrubar um helicóptero – não foi usado. Houve intenso tiroteio entre as forças de segurança (cerca de 600 policiais civis, militares e fuzileiros) e traficantes. Quando perceberam que era impossível deter os blindados da Marinha – que têm esteiras em vez dos pneus dos capeirões -, os bandidos recuaram e fugiram em direto ao vizinho Complexo do Alemão, sem que fossem detidos pela polícia. As imagens da fuga de cerca de 200 bandidos armadas de fuzis, transmitidas do helicóptero da TV Globo e exibidas ao vivo, por volta das 15h, causaram perplexidade e foram assistidas em clima de uma ainda inexistente versão de ”Tropa de elite 3″.
O episódio repercutiu no mundo inteiro. A noite, a Polícia Federal entrou na guerra, participando do cerco as imediações do Complexo do Alemão. O secretário de Segurança, Jose Mariano Beltrame, disse que caiu o porto seguro do tráfico, agradeceu a Marinha, mas criticou o Exercito, que não colaborou com a operação. (Págs. 1, Caderno especial, Merval Pereira, pagina 4, Miriam Leitão, 30 e Dos Leitores, 8)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Ofensiva com tropas e blindados provoca fuga em massa do tráfico
Rio sob ataque: Acuados, centenas de criminosos escaparam para a favela vizinha; operação prossegue hoje
Operação com 450 homens do Bope e das policias Militar e Civil do Rio, com apoio inédito de veículos blindados da Marinha, provocou a fuga de centenas de criminosos da Vila Cruzeiro, favela considerada a principal fortaleza do tráfico.
Antes, de escapar para o vizinho Complexo do Alemão, os bandidos tentaram retardar a polícia fazendo barricadas e incendiando caminhões de entrega.
Só ontem foram queimados 37 veículos – desde domingo são 80 – e houve 11 mortes – ao todo, são 38.
O secretário da segurança do Rio, José Mariano Beltrame, evitou euforia: “Demos um passo. Nada está ganho”. A operação continua hoje, com acréscimo de mais 300 policiais federais.
A presidente eleita, Dilma Rousseff, telefonou ontem para o governador Sérgio Cabral para afirmar sua confiança na ação coordenada pelo Estado. (Págs. 1 e Cotidiano)
Apesar da entrada da Marinha, o Exército só participa se comandar a ação, relata Eliane Cantanhêde. (Págs. 1 e C5)
Artigo
Cláudio Beato
Tráfico é acuado por milícias, não apenas pelas UPPs. (Págs. 1 e A3)
Opinião
Nenhuma cidade une céu e inferno como faz o Rio. (Págs. 1 e C6)
Foto legenda: No alto, o Bope sobe uma rua da favela; embaixo, traficantes fogem por outro lado (Pág. 1)
Dilma vai anunciar Palocci como ministro da Casa Civil (Págs. 1 e A4)

Fundo da Petrobras será sócio da holding do Itaú-Unibanco (Págs. 1 e Poder)

Mercado: Parceiros de coreanos saem; trem-bala deve ter leilão adiado (Págs. 1 e B1)

Mercado: Cartão terá pagamento mínimo de 15% da fatura a partir de 2011 (Págs. 1 e B6)

Editoriais
Leia “Avanço contra a Aids”, sobre estabilização da epidemia; e
“Ameaça às pesquisas”, acerca de projeto de lei que limita o trabalho dos institutos. (Págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Marinha ajuda a ocupar favela no Rio
No 5º dia de conflito na cidade, operação na Vila Cruzeiro com tanques e 450 homens faz traficantes fugirem para o Complexo do Alemão
Depois de quase 40 horas de tiroteio, e com a ajuda da Marinha, a polícia do Rio anunciou ter tomado a favela da Vila Cruzeiro, quartel-general do Comando Vermelho. Mais de cem bandidos fortemente armados fugiram para o Complexo do Alemão, controlado pela facção. A polícia não divulgou o número de mortos na operação, ocorrida no quinto dia de conflito entre traficantes e policiais na cidade. Foram mobilizados 450 homens entre policiais militares e civis e fuzileiros navais, que ajudaram a operar blindados da Marinha. O Bope permaneceu na favela. O clima de medo se espalhou pelo Rio. Trinta veículos foram incendiados, e uma bomba explodiu no estacionamento de um supermercado. Em outra operação da polícia, na favela do Jacarezinho, sete pessoas morreram. Cerca de 100 homens participaram da ação. (Págs. 1 e Cidades, C1 e C3 a C5)
Transmissão ao vivo mobiliza cariocas
O carioca ficou ontem praticamente o dia inteiro acompanhando pela TV os desdobramentos da operação policial e militar na Vila Cruzeiro. A Globo chegou a derrubar sua grade de programação no Rio e transmitiu durante seis horas ininterruptas as imagens de dezenas de bandidos fugindo. Já o governo do Estado do Rio e o comando da Polícia Militar usaram as redes sociais na internet para dar sua versão dos fatos e para acalmar a população. (Págs. 1 e Cidades C4)
Análises
Dora Kramer
Nunca se viu reação tão ampla no Rio (Págs 1 e Nacional A6)
Edna Del Pomo
Sociedade deu carta branca à polícia? (Págs.1 e Cidades C4)
Mantega quer tirar alimentos do cálculo da inflação
Para tentar reduzir a taxa de juros no governo Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, quer esvaziar o índice de inflação excluindo do cálculo todos os alimentos e os combustíveis. (Págs. 1 e Economia B1)
Palocci chefiará a Casa Civil no governo Dilma
Coordenador da equipe de transição, o deputado Antonio Palocci (PT-SP) gostaria de assumir um ministério de menor visibilidade, mas foi convencido por Lula. (Págs. 1 e Nacional A6)
No Haiti, cólera deixa eleição em segundo plano
As eleições presidenciais de domingo preocupam menos os haitianos do que a cólera, informa o enviado especial Gustavo Chacra. A população usa água contaminada para beber e cozinhar. (Págs. 1 e Internacional A19)
Portos e aeroportos podem ter ministério (Págs. 1 e Nacional A4)

Fatura de cartão terá pagamento mínimo de 15% (Págs. 1 e Economia B4)

Eduardo Graeff
Caminho suave para a reforma
Se eu pudesse tirar uma reforma política da cartola, trocaria o atual sistema eleitoral por um distrital majoritário, com um deputado por distrito. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)
Washington Novaes
Lixo no rumo certo
Não há outra solução para resíduos a não ser cobrar de quem gera os custos de coleta e destinação. O ônus não deve ser transferido para a sociedade. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)
Notas & Informações
Promessas de seriedade
Para cumpri-las, os ministros Guido Mantega e Miriam Belchior terão de renegar o passado. (Págs. 1 e A3)
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Jornal do Brasil

Manchete: Tanques contra a bandidagem
Com apoio da Marinha, polícia do Rio invade a Vila Cruzeiro, e bandidos fogem em disparada para o complexo do Alemão. Nas ruas, mais atentados e veículos queimados no quinto dia da guerra do banditismo contra a política de segurança do estado. (Págs. 1 e Rio, 2 a 11)
EUA recorrem a Pequim para pacificar as Coreias (Págs. 1 e Internacional, 29 e 30)

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Correio Braziliense

Manchete: Cenas de uma guerra real
Com ajuda de tanques da Marinha, polícia do Rio de Janeiro ocupa um dos maiores redutos do tráfico. PF vai cooperar
O combate ao crime no Rio de Janeiro produziu imagens que poderiam fazer parte do filme Tropa de Elite. A realidade, porém, choca mais do que a ficção. A megaoperação policial, com auxílio de tanques da Marinha e de fuzileiros navais, culminou na ocupação da Vila Cruzeiro, localidade que era uma espécie de fortaleza do tráfico.
Mais impressionante do que os blindados nas ruas foi assistir à horda de traficantes, armados de fuzis, fugindo pela mata em direção ao Complexo do Alemão. À noite, o comandante da PM do Rio, coronel Mário Sérgio Duarte, assegurou que o poder público vai instalar uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na Vila Cruzeiro e perseguirá os criminosos em fuga. “Nós vamos atrás deles”, disse. A presidente eleita, Dilma Rousseff, telefonou para o governador do Rio, Sérgio Cabral, e manifestou solidariedade à operação contra o tráfico. A partir de hoje, 300 agentes da Polícia Federal se juntam às forças de segurança.
Ação certeira
Especialistas ouvidos pelo Correio afirmam que forças de segurança precisam agir com rapidez para impedir a reorganização dos criminosos nas zonas de conflito.
Batalha final
Ocupação do Complexo do Alemão, prevista para 2012, deve ser antecipada. Embate é considerado decisivo para o Rio de Janeiro sair do jugo da criminalidade.
Pavor nas ruas
Morador do bairro da Penha chega ao hospital após ser atingido por bala perdida. Em mais um dia de confronto, comércio fechou as portas e escolas suspenderam as aulas. (Págs. 1 e 7 a 12)
Com Palocci, Casa Civil volta à articulação política
Dilma Rousseff confirmou o deputado paulista no cargo. Agora, o ministério terá novo perfil: em vez de tocar as obras do PAC, negociará com os aliados. A primeira missão de Antonio Palocci é acomodar o PMDB no governo. (Págs. 1, 3 e Visão do Correio, 18)
Cartões terão menos taxas
Governo será mais rigoroso com as empresas de crédito (Págs. 1 e 15)
Senado abre 180 vagas
Novo concurso será realizado em 2011, para cargos de nível médio e superior. (Págs. 1 e 17)
Crime sem mandante
Um dos suspeitos das mortes na 113 nega participação de Adriana Villela (Págs. 1 e 25 a 27)
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Valor Econômico

Manchete: Governo vai perseguir superávit além da meta
A meta de superávit primário será de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos quatro anos, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao Valor. Na primeira entrevista a um jornal após sua confirmação no ministério pela presidente eleita Dilma Rousseff, Mantega foi além: para 2011, embora a meta seja esta e sem ajustes, ele terá de fazer um superávit adicional – que não quantificou – para aumentar a poupança pública ou fazer uma desoneração de impostos.
“Nós vamos fazer uma redução de gasto para valer”, assegurou o ministro. Segundo ele, “a mão será pesada” e abrangerá não só os gastos de custeio, mas adiantamento de investimentos previstos que ainda não tiveram início. (Págs. 1 e A3)
Nova elevação da taxa de juros está próxima
Um procedimento incomum, a gravação de um vídeo com a participação do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e do diretor de política econômica, Carlos Hamilton de Araújo, em reunião com economistas em São Paulo para subsidiar o Relatório de Inflação do quarto trimestre, foi divulgado no fim da tarde de ontem no site da instituição, oficializando o discurso de Meirelles. E o próprio discurso traz uma informação também considerada inusual pelo mercado: a sinalização de que o BC pode retomar o aperto monetário.
Aos economistas, Meirelles comentou que na reunião do Copom, em julho, o BC já tinha a informação de que existia um problema no sistema financeiro, mas não conhecia sua dimensão nem quantas instituições estariam envolvidas. Após meses de investigações, chegou-se ao PanAmericano. A Afirmação foi vista como justificativa à maior cautela do BC na condução da política monetária. (Págs. 1, C2 e A2)
Irã critica os bancos brasileiros
O embaixador do Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, acusou os bancos brasileiros de colocar em risco as relações comerciais entre os dois países, intensificadas pelos governos dos presidentes Lula e Mahmoud Ahmadinejad. A crítica diz respeito à resistência dos bancos em oferecer crédito às exportações para o mercado iraniano.
Em termos poucos usuais na linguagem diplomática, o embaixador disse ao Valor, na quarta-feira, que se as dificuldades permanecerem, seu país começará a substituir fornecedores brasileiros, principalmente de carne, pelos de outros países. (Págs. 1 e A12)
Receitas de um campeão de votos
Ele foi o governador mais votado do país e comanda o partido que mais cresceu nos últimos anos, ultrapassando até o PMDB em governos estaduais. Ao Valor, o governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disse que a receita para blindar a gestão Dilma Rousseff contra turbulências é manter o rumo da economia e acatar os valores da classe média, expressos na votação de Marina Silva (PV). São valores, disse, que demandam condução republicana da máquina pública, liberdade de imprensa e meritocracia. Segundo ele, os aliados precisam ocupar os ministérios de cima a baixo para poder ser cobrados no cumprimento de metas que não são definidas pelos partidos, mas pelo governo. Ele combate o que chama de preconceito contra as emendas individuais, cujo atendimento seria mais importante que o das emendas de bancada. (Págs. 1 e A6)
Empresas reavaliam planos para Minha Casa Minha Vida
O entusiasmo das construtoras com o programa Minha Casa Minha Vida arrefeceu. As margens do negócio tornaram-se bem mais apertadas com o aumento dos custos de mão de obra, matérias-primas e terrenos. Além disso, várias empresas não tinham experiência na relação com a Caixa Econômica Federal e a excelente resposta do consumidor aos imóveis na faixa entre R$ 130 mil a R$ 500 mil também contribuiu para que as companhias reavaliassem seus planos.
Levantamento com 17 empresas abertas mostra que, até setembro, os imóveis de até R$ 130 mil representavam 37% do total lançado no ano, equivalentes a R$ 9 bilhões. MRV, Rodobens, Direcional e Rossi concentraram vendas nesse público, mas Even, Eztec, Helbor e CR2 não lançaram nada nessa faixa. O segmento intermediário, até R$ 500 mil (limite do SFH para uso do FGTS), representou 41% do volume financeiro lançado. (Págs. 1 e B1)
Celulares usados atraem usuários de baixa renda
Num mercado forrado de tentações tecnológicas, os celulares usados representam uma opção para usuários que não querem ou não podem pagar o preço alto dos lançamentos. Nas estreitas galerias da rua Santa Ifigênia – a “Meca” das quinquilharias eletrônicas em São Paulo – encontram-se pechinchas como o LG Scarlet a R$ 450, um terço do valor nas redes varejistas. O Blackberry 8520 sai por R$ 650, quase 30% mais barato. E são produtos originais, com garantia da loja, mas de segunda mão.
É difícil calcular o tamanho do mercado de celulares usados, já que uma parte das vendas ou trocas desses aparelhos se dá por meio de canais informais – uma pequena loja, um amigo, alguém da família. Na internet, páginas de comércio eletrônico também atraem os consumidores com centenas de ofertas. (Págs. 1 e B3)
Petros paga R$ 2,7 bi por participação de 11,4% da Camargo Correa na Itaúsa (Págs. 1 e D9)

Inéditos completam a obra de Mário de Andrade (Págs. 1 e Eu & Fim de Semana)

Novas regras limitam tarifa e financiamento no cartão de crédito (Págs. 1 e C1)

Leilão do trem-bala deve ser adiado
Sob pressão das empresas e com o risco de contar com apenas um consórcio interessado, o governo federal deve anunciar hoje o adiamento do leilão do trem-bala, marcado para segunda-feira. (Págs. 1 e A5)
SC ganha novo porto de contêiner
Com mais de 90% das obras concluídas, o porto de Itapoá, no Norte de Santa Catarina, aguarda a conclusão da rodovia de acesso ao terminal para entrar em operação. A data prevista é 22 de dezembro. (Págs. 1 e B9)
Aposta em energias renováveis
A ContourGlobal vai investir R$ 1 bilhão em energia eólica e pequenas centrais hidrelétricas no Brasil. Criada há quatro anos, a empresa americana já tem 1.200 MW em operação no mundo. (Págs. 1 e B9)
Mais açúcar nos trilhos
A Copersucar e a Ferrovia Centro-Atlântica reforçaram a parceria firmada no início do ano para o transporte de açúcar. O volume deve chegar a 3 milhões de toneladas até 2015. (Págs. 1 e B13)
Dívida mobiliária
A dívida pública federal cresceu 1,19% de setembro para outubro, somando R$ l,552 trilhão. Com o aumento do IOF, a participação do investidor estrangeiro recuou para 0,19% do total. (Págs. 1 e C2)
Caixas compartilhados
Depois de firmarem acordo em fevereiro, Banco do Brasil, Bradesco e Santander iniciaram ontem os testes de compartilhamento de caixas eletrônicos. A ideia é que, no futuro, a rede ganhe marca própria. (Págs. 1 e C7)
Bolsa tenta dar força ao ISE
BM&F Bovespa cria fundo negociado em bolsa (ETF) que vai replicar o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), criado há cinco anos, mas ainda praticamente ignorado pelos investidores. (Págs. 1 e D1 e D2)
Ideias
Carlos Lessa
A crise de demanda mundial atingirá o Brasil que estimulou o rentismo empresarial e o endividamento familiar maciço. (Págs. 1 e Al4)
Ideias
Luiz Carlos Mendoça de Barros
Economia americana cresce de forma estável e sustenta um nível de consumo acima do que prevalecia antes da crise. (Págs. 1 e A15)
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Estado de Minas

Manchete: Nem a tropa de elite salva
Exército vai entrar na guerra do Rio. Drama da vida real supera a ficção do cinema
Mais de 300 policiais civis e militares, incluindo 150 do Bope, com o apoio de blindados da Marinha do tipo usado no conflito do Iraque, ocuparam a Vila Cruzeiro, no conjunto de favelas da Penha, principal bunker dos traficantes do Rio. Centenas de bandidos fortemente armados fugiram para o vizinho complexo do alemão, onde a guerra ao tráfico deve prosseguir. Houve operações em outros pontos do Rio e oito pessoas morreram. Desde domingo, quando os marginais passaram a incendiar dezenas de veículos, já são pelo menos 33 mortos nas ações policiais. (Págs. 1, 10 a 12 e Editorial “Guerra de todos nós”, 8)
Quadrilha clonava cartões em shoppings
Vestidos com uniformes iguais aos das operadoras, três jovens de classe média alta, moradores de São Paulo, trocavam as máquinas de lojas por equipamentos preparados para roubar dados dos clientes. Eles foram presos quando agiam num shopping de BH. (Págs. 1 e 21)
Lojas oferecem 1,9 mil vagas. Garanta a sua
Mercado aquecido leva comércio a aumentar vagas temporárias para o Natal. As operadoras de caixa Shirley Rodrigues e Érika Ziviani começaram a trabalhar esta semana e esperam ser efetivadas. Veja aonde levar currículo.
Concurso
Ministério abre 200 vagas com salário de R$ 5,5 mil (Págs. 1 e 14)
Nova equipe: Palocci será ministro da Casa Civil
Convidado por Dilma, deputado federal petista aceitou o cargo ontem. O atual chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, deve ir para a Secretaria-Geral, e Alexandre Padilha, permanecer na pasta das Relações Institucionais. (Págs. 1 e 3)
Anastasia já teria nome para Fazenda
Um dos técnicos mais cotados para o cargo, Pedro Meneguetti, secretário adjunto da pasta, pode se tornar o titular. (Págs. 1 e 7)
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Jornal do Commercio

Manchete: Traficantes em fuga
Com apoio de blindados da Marinha, polícia ocupou ontem a Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, provocando debandada dos marginais. Local seria QG dos ataques a veículos e arrastões que há cinco dias atormentam a população fluminense. (Pág. 1)
Prefeitura bota ordem no Centro (Pág. 1)

Banco de sangue do cordão umbilical vai agilizar transplantes (Pág. 1)

Pagamento mínimo do cartão de crédito subirá para 15% (Pág. 1)

Dilma fecha equipe política e Palocci vai para a Casa Civil (Pág. 1)

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Zero Hora

Manchete: O crime acuado
Tanques, fuzileiros navais e policiais impõem a traficantes uma fuga desesperada da Vila Cruzeiro, no Rio, para favela vizinha.
Guerra é transmitida ao vivo para o mundo.
Exército destaca tropa para reforçar a ação. (Págs. 1, 4 a 18, Rosane de Oliveira, 24 e Editorial, 28)
5 anos depois
Palocci vai assumir a Casa Civil. (Págs. 1 e 22)
Governo Tarso
Secretário rejeita metas para o ensino. (Págs. 1 e 42)
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

El País: Rio leva tanques às favelas para uma batalha decisiva contra o narcotráfico



No  Rio, chamada a cidade maravilhosa, a violência continua  e fez hoje  , sete novas vítimas mortais. Esta manhã , foram incendiados outros três veículos  e pela primeira vez foram vistos seis tanques, conduzidos por fuzileiros da Marinha brasileira, em  frente a favela da Vila Cruzeiro, subúrbio violento onde estavam atuando 10 veículos blindados do BOPE (Batalhão  de Operações Policiais Especiais) e  onde as autoridades crêem que se acham  escondidos os narcos que  declararam guerra à cidade.  É a primeira vez  que se utilizam veículos militares  deste tipo, com  metralhadoras de calibre ponto 50.
O jornal El País, da Espanha dedicou hoje uma página inteira, à guerra do Rio contra o narcotráfico.  Essa guerra é de todos nós. É  a guerra do bem contra o mal. Essa guerra não pode e não deve ter tréguas. Os atos praticados pelos bandidos são atos classificados como  de verdadeiro terrorismo contra a população indefesa.
Cerca de 67 veículos já foram incendiados. As autoridades estão agindo com o esperado rigor e a colaboração do governo federal é decisiva.
Confira no El País

Tribunal de Justiça do Rio abre Centro Cultural com leitura da peça “Os Físicos”

 O presidente Luiz Zveiter (à esquerda) prestigiou o evento que contou com um público de cerca de 200 pessoas

- O plenário do 1º Tribunal do Júri da capital, acostumado a ser palco de julgamentos de repercussão, como os casos da atriz Daniela Perez e do jornalista Tim Lopes, abriu as suas portas na noite desta terça-feira, dia 23, para algo inédito: a leitura da peça teatral “Os Físicos”, de autoria do dramaturgo suíço Friedrich Dürrenmatt. O espetáculo foi apresentado por oito magistrados do Tribunal de Justiça do Rio, que trocaram a toga pela cena, inaugurando assim os trabalhos do mais novo espaço carioca dedicado à cultura, o Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ), localizado no antigo prédio do ex-Tribunal de Alçada Criminal, que foi completamente restaurado.
O evento de ontem reuniu cerca de 200 pessoas entre convidados e público interno. Uma nova sessão acontecerá hoje, dia 24, às 19h. Já os dias 29 e 30 deste mês, foram reservados para o público em geral, com distribuição de senhas a partir das 18h, na Rua Dom Manoel 29 – Centro. A entrada é franca.
Ao término do espetáculo, a juíza titular do 4º Tribunal do Júri, Elisabeth Machado Louro, disse ser uma honra participar do evento e que sem o apoio do presidente Zveiter “este milagre” não teria acontecido. “Eu o considero o mais carioca dos presidentes. Pois o carioca é alegre, mais ousado. E somente um presidente com essas características poderia proporcionar este momento mágico, onde magistrados são transformados em atores”, falou a juíza.
A desembargadora Cristina Teresa Gaulia completou a fala da Elisabeth Louro, agradecendo também a diretora Silvia Monte. “Obrigada por nos tornar mais humanos, de acreditar que seríamos capazes e de nos tornar pessoas melhores”.
Estou emocionado. Eu sempre passava por aqui e não entendia por que não ocupavam este espaço de outra forma, já que é um lugar tão bonito. E hoje estamos aqui, mostrando que o magistrado não é uma pessoa dura, que também é sensível e sabe atuar de outra forma”, afirmou o presidente do TJRJ, desembargador Luiz Zveiter, que prestigiou o espetáculo, juntamente com o desembargador Adilson Vieira Macabu, entre outras autoridades convidadas.
Ele comentou ainda ser um orgulho poder devolver ao Rio de Janeiro um prédio antigo e totalmente reformado, e verificar que o Tribunal tem grandes atores magistrados. ”Parabenizo a todos os envolvidos na peça, que, sem vocês, não teria sido realizada”, finalizou o presidente.
Trocarão a toga nesses dias pela cena os desembargadores André Gustavo Andrade, Ana Maria Oliveira, Claudio D’ell Orto, Cristina Tereza Gaulia, Geraldo Prado, Wagner Cinelli e as juízas Andréa Pachá e Elizabeth Machado Louro. Fazem parte, ainda, como atores substitutos, Alexandre Mofati e Thais Tedesco.
A obra de Friedrich Durrenamatt, que faleceu em 1990, “Os Físicos” (1962), trata dos avanços da ciência, em particular da física nuclear, no contexto histórico-político da Guerra Fria, mais especificamente, durante o conflito entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética relacionado ao possível uso de uma bomba atômica. Na peça, que se passa num hospício, o dramaturgo expõe uma situação em que o personagem principal tenta esconder suas descobertas físicas para o bem da própria humanidade. A tradução é de João Marchner e a direção está a cargo de Silvia Monte.
Friedrich nasceu em Emmental, em 5 de janeiro de 1921, pequeno distrito no cantão de Berna, Suíça, e era filho de um pastor protestante. Em 1941, ele deu início aos seus estudos de filosofia e do idioma e da literatura alemã, na Universidade de Zurique. No Verão de 1942, foi dispensado do treinamento militar, por deficiência visual. E, no ano seguinte, transformou-se num autor, tendo sua primeira peça “Es steht geschrieben”, sido escrita entre 1945/46, num total de 15, até 1985.

Em cinco dias de guerra: Rio tem 27 mortos e 45 veículos queimados


O quinto dia de ataques criminosos no Estado do Rio de Janeiro inicia com um balanço geral de 27 mortos e 45 veículos incendiados, nove deles apenas entre as 20h da noite de quarta-feira (24) e o início da madrugada de hoje.
Leia a cobertura completa sobre os ataques no Rio
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Das 19 mortes registradas somente nesta quarta-feira, quatro ocorreram durante ação do Bope na Vila Cruzeiro (zona norte do Rio), considerada o principal reduto de traficantes na cidade. Entre essas vítimas está Rosângela Barbosa Alves, 14, morta por um tiro nas costas durante a incursão da tropa de elite da PM.
O hospital Getúlio Vargas, na Penha, recebeu vários moradores feridos, como Valdete Carvalho, 33, que levou um tiro na barriga.
O tiroteio deixou presas em uma escola da favela duas diretoras e sete alunos –os pais não conseguiam subir para buscar as crianças. Só após as 18h os responsáveis chegaram até o local e todos saíram.
Nas 13 operações realizadas na quarta, que abrangeram 28 favelas, 15 pessoas morreram no confronto com a polícia.
Ataques a veículos
Os ataques de criminosos a veículos se intensificaram na noite de quarta e madrugada de quinta-feira. Dois carros queimados no início da madrugada de hoje elevaram para 45 o número de automóveis incendiados desde o domingo (21).
Um deles foi incendiado na rua Farani, em Botafogo (zona sul), onde três suspeitos foram detidos e levados para averiguação no 5º Distrito Policial (Centro).
O outro automóvel foi queimado na avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca (zona oeste).
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Resumo dos principais jornais de hoje (25-11-2010)

25 de novembro de 2010
O Globo

Manchete: PM avança para ocupar o bunker do tráfico na Penha
Operações em 30 favelas resultaram em 18 mortos só ontem; Cabral pede apoio à Marinha
Quatro dias após o início dos ataques que aumentaram a sensação de insegurança no Rio, o governo do estado decidiu preparar sua principal ofensiva contra o terror imposto pelo tráfico. O objetivo é dominar a Vila Cruzeiro e o Complexo do Alemão, que se transformaram no maior bunker de traficantes cariocas desde que migraram para lá bandidos expulsos de favelas ocupadas por Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). O governador Sérgio Cabral Filho pediu apoio logístico à Marinha, que vai fornecer blindados e equipamentos. A PM decretou estado de prontidão em todas as unidades da Região Metropolitana. Ontem, até o final da noite, a corporação fez incursões em 28 favelas, resultando na morte de 18 pessoas e 41 presos – desde domingo, já morreram 22. A Policia Civil foi a outras duas favelas. Entre a madrugada e o início da noite, 28 veículos (oito dos quais ônibus) foram incendiados em ataques do tráfico. Pela primeira vez, quatro pessoas ficaram feridas no incêndio de uma van e uma outra num ônibus. (Págs. 1, 16 a 22 e Merval Pereira)
Boataria, outro inimigo
Além das ações do tráfico, a população do Rio está enfrentando outro adversário: a onda de boatos, que se aproveita da rapidez das mídias sociais para aumentar a sensação de insegurança e promover o pânico. O caso corriqueiro de um carro que teve pane elétrica e pegou fogo, por exemplo, foi divulgado como mais um ataque. O governador Sérgio Cabral e o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, pediram que a população mantenha a calma e tenha cuidado com a difusão de informações falsas. (Págs. 1 e 21)
Editorial
Não deve surpreender a reação do tráfico ao avanço das forças de segurança. Como já ensinaram Colômbia e Itália, quadrilhas acuadas respondem com técnicas de terror. Parece ser a fase em que o Rio começa a entrar. Agora mesmo é que não pode haver vacilações ou recuos. (Págs. 1 e 6)
Cunha admite conversas com suspeito
O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) assumiu ontem em plenário ter tido conversas com o empresário Ricardo Magro, da Refinaria de Manguinhos, investigado por suspeita de fraude. Cunha admitiu que usou linhas de telefone da Rádio Melodia. (Págs. 1 e 14)
No reino da lulosfera
Foi a primeira entrevista coletiva a favor. O Planalto escolheu dez blogueiros chapas-brancas para conversar com Lula. Sem contestação, ele se queixou do noticiário da mídia tradicional. Estava presente o blog Cloaca News, que diz publicar “as últimas do jornalismo de esgoto e dos coliformes da imprensa golpista”. (Págs. 1 e 13)
Futura equipe de Dilma prega austeridade
Ao serem anunciados como os primeiros integrantes do governo Dilma Rousseff, Guido Mantega (Fazenda), Alexandre Tombini (BC) e Miriam Belchior (Planejamento) defenderam a austeridade fiscal para viabilizar investimentos. (Págs. 1 e 3 a 9)
Anatel libera TV a cabo para operadoras de telefonia e beneficia Oi (Págs. 1 e 37)

Fazenda de ex-dono da Vasp é vendida para pagar dívida (Págs. 1 e 32)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Novos confrontos elevam atentados e mortes no Rio
Sob ataque: Até a 0h de hoje, saldo dos embates do dia entre policiais e tráfico era de 19 mortos
O confronto entre policiais e traficantes no Rio de Janeiro deixou em um dia, até a 0h de hoje, saldo de 19 mortos – entre eles uma garota de 14 anos vítima de bala perdida quando trabalhava no computador, dentro de sua casa. Desde domingo, as mortes chegam a 27.
Para debelar os ataques, a polícia promoveu operações em 28 favelas, mas os conflitos e a tensão se acirraram; pelo menos 25 veículos foram incendiados, entre ônibus, caminhão, uma van e carros particulares.
Na Vila Cruzeiro, grupo de homens armados atirou contra a polícia para proteger comparsas. Na região da Penha, um carro blindado do Bope teve de recuar após ser parcialmente incendiado e ter pneus furados.
O governador Sérgio Cabral disse que os ataques refletem “o desespero dos marginais”. As operações continuam hoje. (Págs. 1 e C1)
Tráfico ateia fogo a van que levava 14 passageiros; 4 ficam feridos (Págs. 1 e C4)
Mantega diz que vai reduzir gastos e a dívida
O ministro Guido Mantega (Fazenda), confirmado no cargo, disse que em 2011 o novo governo não deve criar novos gastos.
Segundo ele, o objetivo do governo é poupar mais e reduzir a dívida publica.
O comando da economia foi concluído com o convite a Luciano Coutinho para permanecer no BNDES.
Dilma Rousseff acertou com Lula a ida de Antonio Palocci e Gilberto Carvalho para o núcleo político do governo. Eles devem ficar com a Casa Civil e com a Secretaria-Geral da Presidência.
A eleita formalizou convites para Paulo Bernardo, hoje no Planejamento, e José Eduardo Cardozo, que deve ir para a Justiça. (Págs. 1 e Poder)
EUA mobilizam porta-aviões em resposta à Coreia do Norte
EUA e Coreia do Sul iniciam no domingo exercício naval, com porta-aviões americano, em reação ao bombardeio norte-coreano contra ilha sul-coreana. Washington também pediu a China que tente influenciar a Coreia do Norte.
O total de mortos sul-coreanos subiu para quatro após acharem os corpos de dois civis. Um lado culpa o outro pelo conflito. (Págs. 1 e A15)
Irlanda aumenta impostos e corta 25 mil servidores
A Irlanda anunciou um pacote de austeridade para os próximos quatro anos que inclui corte no salário mínimo, criação de impostos e demissão de 25 mil servidores para atacar déficit.
O arrocho e exigência do FMI e da União Europeia para empréstimo de até € 90 bilhões ao país. (Págs. 1 e B8)
Banco de Israel recebeu US$ 2,2 bi de brasileiros
Entre 2000 e 2005, o grupo de brasileiros com contas secretas no Israel Discount Bank enviou US$ 2,2 bilhões a agência em Nova York. Eles são investigados pela PF sob suspeita de remessa ilegal. A Folha apurou que o caso envolve grandes empresários, donos de joalheria e importadores. (Págs. 1 e B5)
Anatel autoriza que teles passem a oferecer TV a cabo (Págs. 1 e A13)

Editoriais
Leia “Bons sinais”, sobre o anúncio da equipe econômica do governo Dilma Rousseff; e “Saúde desigual”, acerca da oferta de leitos e exames no país. (Págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Equipe econômica de Dilma promete austeridade fiscal
Em sua primeira entrevista, ministros falam em conter gastos em 2011
Apresentados como integrantes da equipe econômica do futuro governo de Dilma Rousseff, os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento), ao lado de Alexandre Tombini (Banco Central), rejeitaram as bombas fiscais em tramitação no Congresso. Mantega disse que, para um crescimento na casa dos 5%, não é possível criar novos gastos. “O ano de 2011 será de contenção fiscal, com redução de despesas de custeio, para elevar o investimento”, resumiu o ministro. Miriam disse que a meta é “fazer mais com menos dinheiro”. Tombini, por sua vez, afirmou ter “autonomia total” na condução política de juros para alcançar a meta de inflação. (Págs. 1 e Nacional A4 e A8)
Compromissos fiscais
Reajustar o mínimo em até R$ 540.
Não aprovar, no Congresso, reajuste para o Judiciário, nem reajuste real aos aposentados que ganham acima do piso.
Evitar a aprovação da PEC 300 (piso nacional de policiais).
Baixar a dívida pública de 41% do PIB para 30% até 2014.
Importações do Brasil são as que mais crescem
A expansão das importações no Brasil em 2010 é a maior entre 70 países analisados pela Organização Mundial do Comércio. Houve aumento de 46% entre dezembro de 2009 e setembro deste ano. O real valorizado e o fortalecimento do mercado doméstico são os principais motivos desse avanço. Ao final de dezembro do ano passado, o Brasil importava US$ 12,8 bilhões. No mês de setembro de 2010, esse volume já chegava a US$ 18,7 bilhões. (Págs. 1 e Economia B1)
MEC minimiza vazamento do Enem
Mesmo com a confirmação da Polícia Federal, anteontem, de que o tema da redação do Enem vazou, o Ministério da Educação considerou o episódio limitado a um único candidato, que será eliminado. Professores e estudantes da região de Petrolina (PE), onde foi constatado o vazamento, dizem acreditar que mais alunos tiveram acesso antecipado a questões da prova. (Págs. 1 e Vida A29)
Dia mais violento no Rio deixa 18 mortos
No pior dia desde o inicio da onda de violência no Rio, 18 pessoas morreram ontem, entre elas uma adolescente de 14 anos, em confrontos entre polícia e criminosos nas ruas e morros da região metropolitana. Desde domingo, 26 pessoas morreram. Segundo o governo, a ordem para espalhar o terror teria partido do traficante Marcinho VP, preso em Catanduvas (PR). (Págs. 1 e Cidades C1)
Artigo: Eduardo Paes
Essa é uma guerra que vamos vencer. (Págs. 1 e C3)
Ex-banqueiro Cacciola vai para o regime semiaberto (Págs. 1 e Economia B8)

Disputa entre tucanos de SP e MG se acirra (Págs. 1 e Nacional A12)

Dora Kramer
Militância digital
Lula resolveu retribuir os serviços prestados por “blogueiros progressistas” e não seria de esperar outra atitude que não a da benevolência. (Págs. 1 e Nacional A6)
Notas & Informações
A escolha para o BC
Mercado interpreta escolha como compromisso de continuidade na administração da moeda. (Págs. 1 e A3)
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Jornal do Brasil

Manchete: A guerra do fogo
Em mais um dia do confronto que matou pelo menos 23 pessoas no Rio, a polícia foi afrontada com a queima de mais veículos, mas invadiu 27 favelas, apreendendo armas e drogas. A sociedade assiste a tudo amedrontada. (Págs. 1 e Rio, 9 a 14)
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Correio Braziliense

Manchete: Lá vem o arrocho do governo Dilma
A equipe econômica escolhida pela presidente eleita, Dilma Rousseff, anunciou a receita amarga para conter a gastança desenfreada no governo Lula. Os futuros ministros Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e A1exandte Tombini (presidente do Banco Central) pretendem adotar a austeridade fiscal a partir de 2011: a ordem é conter as despesas públicas, restringir ao máximo os reajustes dos servidores e manter o salário mínimo em R$ 540. “É o momento de reduzir os gastos do governo agora que a economia está equilibrada”, declarou Mantega. Belchior afirmou que fará uma revisão em todos os contratos da União a fim de estabelecer uma gestão mais eficiente. “É possível fazer mais com menos e é isso que vamos perseguir nos próximos quatro anos”, garantiu. O desafio da equipe econômica, entre outros, e controlar o ímpeto da bancada aliada no Congresso, comprometida em aprovar aumento salarial a categorias do funcionalismo. (Págs. 1 e 2 a 6)
Foto legenda: Rio, 2010: Uma cidade em guerra
O cenário no Rio de Janeiro e nos municípios vizinhos era de uma batalha. Os cariocas e os fluminenses tiveram que sair de casa em meio a tiroteios e a incêndios de carros e de ônibus – em Mesquita, na Baixada Fluminense, os bandidos queimaram um coletivo na madrugada. A onda de violência e arrastões organizada por traficantes chocou o país e provocou a reação do governo do estado. Milhares de policiais foram às ruas. E o resultado do confronto foi trágico: pelo menos 15 pessoas morreram ontem. Para as autoridades que comandam a segurança no Rio, os ataques demonstram desespero e são uma retaliação às ações de combate à criminalidade. (Págs. 1, 15 e 16)
STF veta alvarás
Supremo mantém a proibição ao GDF de expedir autorizações provisórias para cerca de 11,5 mil estabelecimentos sem habite-se. (Págs. 1 e 45)
Arte longe do público
Pelo menos 10 mil peças apreendidas em operações da Polícia Federal aguardam decisões da Justiça para ser exibidas em museus. (Págs. 1 e Diversão & Arte, 6 e 7)
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Valor Econômico

Manchete: Equipe de Dilma promete austeridade
Anunciados ontem, os três comandantes da economia do governo Dilma Rousseff – Guido Mantega no Ministério da Fazenda, Alexandre Tombini na presidência do Banco Central e Miriam Belchior no Planejamento – foram uníssonos na defesa da austeridade fiscal como base para o crescimento sustentado. Também pregaram a autonomia do BC para manter a inflação na meta de 4,5%.
As mensagens transmitidas pelos três, em entrevista após reunião com Dilma, retomam o foco no controle rigoroso dos gastos públicos, após um período de fortes estímulos econômicos para superar a crise global. (Págs. 1 e A7 a A13)
EBC desiste de construir rede digital
O governo federal vai usar a malha de fibra óptica da Telebrás para colocar de pé a TV pública digital. O acordo deixa de lado o plano ambicioso de TV digital que o governo havia traçado há mais de um ano. A proposta original da Empresa Brasileira de Comunicação, estatal responsável pelos canais federais de televisão, era construir sua própria infraestrutura de TV digital, que custaria R$ 2,8 bilhões.
A movimentação da Telebrás, no entanto, minou os planos. A EBC decidiu que, em vez de se apoiar em satélite, uma das alternativas mais caras de transmissão, sua rede vai trafegar pela malha da Telebrás. “Vimos na Telebrás não só a chance de reduzir consideravelmente os gastos mas também de ampliar o alcance do nosso sinal digital”, diz o diretor de serviços da EBC, José Roberto Garcez. (Págs. 1 e A3)
Novas redes de energia devem atrair R$ 22 bilhões
O Brasil está prestes a combater a defasagem tecnológica no setor de energia e a investir na implantação de redes inteligentes (“smart grids”). A Agência Internacional de Energia estima que a modernização nos 90 países que a adotam exigirá investimentos de US$ 13 trilhões em todo o mundo nos próximos 20 anos.
No Brasil, a implantação, ainda em fase de regulamentação pelo governo, abre para as empresas de tecnologia um potencial de negócios de pelo menos R$ 22,4 bilhões, segundo cálculos da consultoria Accenture, que estima um gasto de cerca de US$ 200 (R$ 344) por medidor eletrônico. Esse seria o valor necessário para substituir 65 milhões de medidores em uso e implantar sensores ao longo das redes de distribuição, conectados a um sistema integrado de tráfego de dados e de energia. (Págs. 1 e B3)
Um lento avanço nos índices de saúde
O fim da CPMF não impediu o aumento dos gastos públicos em saúde e a melhora nos indicadores de qualidade de vida da população, ainda que em ritmo lento em algumas situações. Nos últimos seis anos, o número de casos de Aids por 100 mil habitantes caiu de 21 para 18, enquanto a taxa de mortalidade infantil por mil nascidos vivos caiu de 23,6 para 19. O avanço dos indicadores conjuga aumento da oferta de serviços do Sistema Único de Saúde, políticas públicas para a prevenção de doenças e, também, crescimento econômico.
Com o fim da CPMF, em 2007, o governo federal deixou de arrecadar R$ 40 bilhões por ano, dos quais a saúde perdeu R$ 12 bilhões. Agora, má gestão e as chamadas doenças da modernidade desafiam a novo governo, junto com doenças endêmicas, como a dengue. (Págs. 1 e A6)
Telefônica e Oi testam o rastreamento on-line
Uma das tecnologias potencialmente mais invasivas para se montar o perfil de usuários da internet e direcionar publicidade para eles está prestes a voltar. A tecnologia, conhecida como “inspeção profunda de pacotes”, é capaz de ler e analisar os “pacotes” de dados que viajam pela internet. Ela pode ser ainda mais poderosa do que os “cookies” e outras técnicas normalmente usadas para rastrear pessoas na internet porque pode ser usada para monitorar todas as atividades on-line, não só a navegação na web. Agências de espionagem utilizam a tecnologia para vigilância.
Agora, duas empresas americanas, a Kindsight e a Phorm, estão lançando serviços com a inspeção de pacotes como uma forma de os provedores de internet reivindicarem uma fatia do lucrativo mercado de publicidade on-line. Duas grandes provedoras no Brasil- Oi e Telefônica – têm hoje contratos com a Phorm. A Oi lançou o produto inicialmente com cerca de 10.000 pessoas no Rio. Porta-voz da Telefônica diz que a empresa testa o serviço em cerca de 1.000 usuários de banda larga. (Págs. 1 e B12)
Pacote irlandês
A Irlanda anuncia pacote que inclui corte de € 2,8 bilhões em gastos sociais e aumento de € 1,9 bilhão no imposto de renda. Objetivo é reduzir o déficit orçamentário para 3% do PIB em quatro anos. (Págs. 1 e A15)
Laboratórios reagem a selo
As farmacêuticas vão entrar na Justiça contra decisão da Anvisa que obriga o uso de selo nas embalagens de medicamentos. As empresas a1egam que a medida não impede a pirataria e vai onerar o consumidor. (Págs. 1 e B1)
SABMiller mira o Cone Sul
Com a compra da Cervecería Argentina Isenbeck, a anglo-africana SABMiller, segunda maior cervejaria do mundo, prepara a expansão de suas operações no Sul do Brasil, Uruguai e Paraguai. (Págs. 1 e B6)
Volvo define estratégia para 2011
Em 2010, a multinacional sueca Volvo teve seu melhor ano no Brasil, favorecida pelo aquecimento da economia e pela redução do IPI. Em 2011, as apostas são nos setores de construção civil e mineração. (Págs. 1 e B10)
PR vê safra menor, mas rentável
Na próxima safra, que está sendo plantada, o Paraná deve perder novamente para o Mato Grosso o posto de maior produtor de grãos do país. Porém, com preços em alta, a rentabilidade deve crescer. (Págs. 1 e B14)
Aralco adere à Copersucar
A Aralco, de Araçatuba (SP), dona de quatro usinas e de uma quinta em construção, associou-se à Copersucar. Com isso, a comercializadora deve movimentar 121 milhões de toneladas de cana na próxima safra. (Págs. 1 e Bl5)
Especial/Shopping Centers
Setor de shoppings terá mais um ano de crescimento expressivo, com resultados acima das expectativas dos principais investidores. “Existem oportunidades em todo o Brasil, nas capitais e também no interior”, afirma a presidente da Abrasce, Luiz Fernando Veiga. (Págs. 1 e Especial)
Cliente insatisfeito é alvo do HSBC
Para crescer no varejo brasileiro, o HSBC tentará “roubar” da concorrência clientes de alta renda insatisfeitos, especialmente de bancos que passaram recentemente por processos de fusão. (Págs. 1 e C1)
Banco médio eleva taxas do CDB
Investidores começam a se deparar com ofertas de CDBs de instituições médias a taxas mais altas, efeito dos problemas com o PanAmericano. (Págs. 1, D1 e D2)
Ideias
Ribamar Oliveira
O governo sabe que a ajuda das estatais para o superávit primário é, na melhor das hipóteses, próxima de zero. (Págs. 1 e A2)
Ideias
Maria Inês Nassif
Há um descompasso entre as instituições e a sociedade que não é bom para uma democracia jovem como a brasileira. (Págs. 1 e Al4)
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Estado de Minas

Manchete: A droga que inferniza o Rio…
Só ontem, 14 pessoas morreram e 25 foram presas nas operações da PM em 27 favelas. Foi a resposta aos ataques de traficantes que incendiaram 29 veículos desde domingo
…e a droga que nos ameaça
Polícia prende 20 acusados de tráfico de entorpecentes, homicídios e assaltos. Quadrilha agia no Leste do estado e Jequitinhonha e tinha conexão com criminosos paraguaios. (Págs. 1, 14, 15 e 30)
Chuvas: BH está refém das enchentes
Prefeito diz que precisa de R$ 5 bilhões para obras. Mas só tem R$ 800 milhões. (Págs. 1, 25 e 26)
Educação: Investimento na infraestrutura
UFMG investe na construção de prédios para receber mais 10 mil alunos do Reuni. (Págs. 1, 28 e 29)
Transição: Hora de reduzir gastos públicos
Corte de despesas dá o tom da primeira entrevista da equipe econômica de Dilma. (Págs. 1, 3 e 4)
Vestibulares: Universidades de MG descartam o Enem (Págs. 1, 27 e Editorial, 6)

Briga no TSE: PT mineiro pode ter outro deputado federal (Págs. 1 e 9)
Coreias: Obama apela à China para evitar a guerra (Págs. 1 e 22)

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Jornal do Commercio

Manchete: Guerra incendeia o Rio
No quarto dia de confronto entre bandidos e policiais no Rio de Janeiro, 26 veículos foram queimados e 19 pessoas mortas. Houve operações em 29 favelas. Polícia encontrou um bilhete com a ameaça:
“Com UPPs não há Olimpíadas”. (Pág. 1)
Paulo Bernardo e Palocci na cúpula do governo Dilma (Pág. 1)

Coreia X Coreia (Pág. 1)
Enem (Pág. 1)

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Zero Hora

Manchete: Transição no Piratini – Tarso anuncia secretariado de perfil político
Ao definir mais 13 nomes, o eleito já revela 76% do primeiro escalão, com predomínio de deputados e ex-parlamentares. (Págs. 1,10,18 e Rosane de Oliveira,14)
Governo Dilma – sobe cotação de Mendes para o ministério (Págs.1 e 29 Carolina Bahia)

Rio em Chamas
ZH descreve uma noite de pesadelo na região conflagrada pelo tráfico, que desafia o plano de pacificação das favelas (Págs. 1, 4,5 e 8)
A estratégia da polícia para frear os atentados.
Escola de Canela dá exemplo ao Brasil
Com turno integral desde 1994, instituição da Serra foi premiada pelo Sesi como a melhor da rede pública. (Págs. 1 e 44)
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