Rio: Novo presidente do Tribunal de Justiça defende a união no combate ao crime e à injustiça

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro tem novo presidente. É o desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, sucessor do desembargador Luiz Zveiter na administração do Judiciário estadual no biênio 2011/2012. Ele tomou posse nesta sexta-feira, dia 4, defendendo a união entre os poderes da República para combater o crime, a corrupção e a injustiça.

Segredo de Justiça: até onde pode ir?

A publicidade dos atos processuais é mais do que uma regra, é uma garantia importante para o cidadão, na medida em que permite o controle dos atos judiciais por qualquer indivíduo integrante da sociedade. Ela está prevista na Constituição Federal, em seu artigo 5º, dedicado às garantias individuais, e também tem previsão legal no Código de Processo Civil (CPC), nos artigos 144 e 444.

Rio: Novo presidente do Tribunal de Justiça defende a união no combate ao crime e à injustiça

A sessão solene de posse foi realizada no plenário do TJ do Rio e contou com a presença do ministro Cezar Peluso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional da Justiça (CNJ), do governador Sergio Cabral, do vice-governador Luiz Fernando Pezão.

Um milhão de mulheres foram às ruas pedir a renúncia de Berlusconi

Um milhão de mulheres foram às ruas pedir a renúncia de Berlusconi.Os últimos escândalos que envolvem Berlusconi são os alvos da insurreição das mulheres na Itália

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sábado, 19 de julho de 2008

Gravura roubada de Picasso volta para pinacoteca


São Paulo - A gravura de Picasso recuperada hoje (19) pela Polícia Civil de São Paulo foi devolvida agora há pouco à Estação Pinacoteca. A gravura O pintor e seu modelo, de Pablo Picasso, e outros três quadros haviam sido roubados da Estação Pinacoteca no mês passado. As outras pinturas ainda não foram localizadas pela polícia.



Em breve entrevista à imprensa no início da noite de hoje (19) o secretário de Segurança Pública do estado, Ronaldo Marzagão, elogiou o trabalho da polícia e não forneceu muitos detalhes sobre como a obra foi recuperada nem sobre as prisões realizadas, já que essas informações, segundo ele, poderiam atrapalhar as investigações e, principalmente, a localização das demais obras.



"A polícia está mobilizada para recuperá-los", disse ele, que aproveitou para pedir o apoio da sociedade no fornecimento de informações sobre o roubo. "Se alguma pessoa souber de algum fato relativo ao roubo das obras pode ligar para o telefone do Disque Denúncia 181 ou para o telefone (11) 2221-3358".



Segundo o presidente da Estação Pinacoteca, Marcelo Araújo, a obra aparentemente não foi danificada, mas ainda será avaliada por técnicos. "A obra vai ser analisada pelos nossos restauradores, mas aparentemente ela está em ótimo estado. Não foi nem mesmo retirada da moldura original, o que nos deixa muito satisfeitos", afirmou.



Araújo disse que está confiante na recuperação das demais obras. "Foi um êxito enorme essa localização e estamos extremamente confiantes de que as outras três obras também serão localizadas o mais rápido possível. Nossa maior preocupação é com o estado de conservação delas", afirmou.



De acordo com Araújo, todo o sistema de segurança da Estação Pinacoteca foi revisto e aprimorado depois do roubo, com a implementação de novos equipamentos, como um aparelho detector de metais na entrada do local.



A obra deverá voltar a ser exposta. [Agência Brasil].



Nossa opinião : A avó do BJ já dizia : " depois da porta arrombada coloca-se a tranca."




Dezesseis anos do massacre do juiz Paolo Borsellino pela Cosa Nostra


O ministro da Justiça italiano, Angelino Alfano, anunciou hoje uma série de medidas para impedir a comunicação entre os chefes da máfia presos.




Em Palermo, capital da Sicília, Alfano participou dos atos em memória do juiz Paolo Borsellino e seus cinco seguranças, que foram assassinados em 19 de julho de 1992, em frente à casa da mãe do magistrado, com a detonação de um carro-bomba estacionado na rua pela Cosa Nostra.




"Hoje é um dia de dor, mas também de esperança. Hoje meu ministério publicou uma circular muito rígida sobre o 41 Bis, que impedirá qualquer comunicação entre os 'capos' (chefões) mafiosos presos", disse Alfano.




O regime 41 Bis, conhecido como "prisão dura", impede que os grandes chefes da máfia presos -- como Salvatore "Toto" Riina e Bernardo Provenzano-- tenham qualquer contato com o mundo exterior, para evitar que eles, como já tinha ocorrido, continuem administrando suas atividades ilegais a partir da prisão.




Com o novo "aperto", o governo pretende impedir qualquer tipo de contato entre os "capos" da máfia.




Neste sábado, todos os líderes políticos expressaram sua solidariedade aos familiares de Borsellino e seu apoio à Polícia.




O presidente italiano, Giorgio Napolitano, enviou uma mensagem à viúva do juiz morto há 16 anos, na qual definiu o magistrado como "exemplar" e expressou o reconhecimento de todo o país ao trabalho dele.





Nossa opinião : Foi o ato de maior covardia e insensibilidade moral dos chefões da máfia o assassinato do juiz Paolo Borsellino. Mas, mesmo assim o BJ não perdeu a inocência ao perguntar:



"JB, quer dizer que eles não vão poder mais se comunicar nem com o Berlusconi ?"




sexta-feira, 18 de julho de 2008

Dalmo Dallari está delirando ao dar opinião em processo alheio

Brasília - O acesso do senador Heráclito Fortes (DEM-PI) ao inquérito da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, na opinião do jurista Dalmo Dallari, pode representar mais uma tentativa de levar o processo para o Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, o jurista alerta que o fato de o senador ser citado não faz com que o processo seja encaminhado para a Corte Suprema.


"Eu acredito que seja uma manobra, uma tentativa de tirar a competência do juiz de primeira instância. Ainda mais depois deles [os acusados] saberem que contam com a proteção do presidente do Supremo, o ministro Gilmar Mendes. Levar o processo para o STF, então, vai ser um presente. É manobra, mas não tem nenhuma base legal porque a competência continua sendo do juiz de primeira instância, mesmo que o senador seja ouvido no processo. Trata-se de uma manobra que não tem fundamento legal e, portanto, pouca possibilidade de êxito", disse Dallari hoje (18), em entrevista à Agência Brasil.


Ontem, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, estendeu ao senador liminar concedida anteriormente à defesa do banqueiro Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity, permitindo o acesso do senador aos autos do processo que se encontra em sigilo.


Mendes ressaltou, na decisão, que o nome do senador apareceu em reportagens como citado no inquérito. No pedido, Heráclito alegou que o vazamento de dados sigilosos do inquérito tiveram o "único e claro escopo de prejudicar a imagem" de outras pessoas não envolvidas.


A Operação Satiagraha investiga crimes financeiros que teriam sido cometidos por uma organização liderada pelo banqueiro Daniel Dantas. Deflagrada na semana passada, o banqueiro chegou a ser preso duas vezes. Dantas acabou sendo beneficiado por duas decisões de relaxamento de prisão concedidos pelo presidente do STF.


De acordo com Dallari, ao conceder os habeas corpus, Gilmar Mendes teria descumprido a lei. "O erro de Mendes ocorreu ao assumir uma competência que, legalmente, ele não tem. Depois da decisão do juiz de primeira instância, de decretar a prisão de Dantas, o processo teria que ter passado pelo Tribunal Regional Federal (TRF) e, depois, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), para, depois, chegar ao Supremo. O ministro Gilmar Mendes, na verdade, queimou duas instâncias. Ele deveria simplesmente ter dito que o assunto não era da competência dele e não despachar coisa alguma, nem a favor e nem contra", considerou o jurista.


Para ele, Mendes teria agido na contramão do processo de popularização da Justiça que vem tomando corpo no Brasil. "A Justiça vem se aproximando cada vez mais da população. É possível observar que há um trabalho de descentralização, criação de juizados especiais. Tudo isso trazendo o Judiciário para mais perto do povo. No entanto, esse episódio envolvendo o Daniel Dantas demonstrou que, no Judiciário, existe um juiz, altamente situado, que não aplica a lei, que não respeita a lei. Ele [Mendes] cometeu um erro jurídico. Trata-se de uma responsabilidade individual. Ele está na contramão do que a lei manda, do que a Constituição estabelece. Ele agiu ilegalmente", opinou.


Dallari considerou que Mendes demonstrou desequilíbrio emocional ao anunciar que denunciaria o juiz federal Fausto De Sanctis, que decretou a prisão de Dantas, ao Conselho Nacional de Justiça. "É muito difícil ter uma conclusão segura sobre o que levou o ministro Gilmar Mendes a tomar a decisão de mandar soltar Daniel Dantas, mas o que, sem dúvida nenhuma ,aconteceu, foi desequilíbrio emocional. A atitude dele contra o juiz mostra que, por alguma razão, ele estava indignado, sentindo-se ofendido. Ele agiu sem serenidade. Na verdade, ele agiu como advogado. Como advogado de defesa".


Desde a semana passada, a atitude de Mendes tem provocado a reação de procuradores, juízes e sindicalistas, que chegaram a ensaiar um pedido de impeachment do presidente do STF. Dallari destacou que a reação era esperada, na medida que os juizes de primeira instância se sentiram ameaçados pela atitude de Mendes.


"Acho que a atitude de se pedir o impeachment é absolutamente compreensível. Gilmar Mendes tomou uma atitude contra os juizes dos tribunais. Na verdade, ele tirou a competência deles. Além disso, quando ele disse que iria fazer uma representação contra o juiz De Santis ao CNJ, todos se sentiram ameaçados. Entenderam que quem decidir alguma coisa contra a vontade de Gilmar Mendes corre o risco de ser denunciado ao CNJ", explicou.


No entanto, Dallari ressaltou que a proposta tem pouca chance de prosperar. O primeiro obstáculo apontado pelo jurista é o Senado Federal. "Não acredito que o pedido terá conseqüências práticas porque terá que passar pelo Senado que é, na sua ampla maioria, efetivamente ligado ao mundo dos negócios", ressalvou Dallari.


Para o jurista, a punição para Mendes deveria ocorrer no mesmo CNJ, do qual o ministro é também presidente. "Rigorosamente, o CNJ deveria fazer pelo menos uma advertência ao ministro Gilmar Mendes. O paradoxo é que ele é o presidente do CNJ. Então, eu acho pouco provável que ele advirta a si mesmo. O CNJ é o órgão nacional de controle e disciplina do Poder Judiciário. No entanto, na hora em que a questão é contra o presidente do STF, seu funcionamento fica prejudicado. Nesse caso, o CNJ encontra-se cerceado, constrangido", analisou. (fonte:Agência Brasil).




Nossa opinião : A atitude do dr. Dalmo Dallari em vir, seguidas vezes, aos órgãos de informação dar opinião sobre processo alheio é destituída de ética profissional e deveria ser punida pela OAB.


Não bastasse isso, o dr. Dalmo Dallari sabe que não houve qualquer supressão de instância quando o Ministro Gilmar Mendes concedeu a ordem de habeas corpus, isto porque, tratava-se de um habeas corpus preventivo, cuja liminar havia sido negada pelo TRF3 e pelo STJ.


Portanto nenhuma supressão de grau de jurisdição estava ocorrendo, uma vez que a súmula 691, do Supremo Tribunal Federal tem sido mitigada em centenas de julgados da lavra da unanimidade do Supremo Tribunal Federal quando se verifica no processo a "flagrante ilegalidade da prisão" ou do constrangimento ilegal.


quem pode dizer se o Ministro Gilmar Mendes agiu corretamente ou não, isto é, se a prisão de Daniel Dantas padecia de flagrante ilegalidade ou não, é o próprio Supremo Tribunal Federal, julgando o Habeas Corpus, até porque o mérito da ordem impetrada ainda deverá ser julgado pelos Tribunais de hierarquia inferior.


O Dr. Dalmo Dallari que, sempre mereceu o respeito de todos , faria bem melhor se ficasse em obsequioso silêncio.


Para não dizer como o Rei Juan Carlos: "por qué non te callas Dallari ?"


Delegado Protógenes : fita foi uma "adulteração"


O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz disse a interlocutores que a fita divulgada nesta quinta-feira (17) pela direção geral da PF foi uma "adulteração" do conteúdo, revela reportagem de Rubens Valente publicada na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL).


Na reunião, ocorrida na última segunda-feira na Superintendência da PF, em São Paulo, foi definida a saída de Queiroz e de outros dois delegados --Karina Murakami Souza e Carlos Eduardo Pelegrini Magro-- do comando da Operação Satiagraha.


O delegado relatou aos interlocutores que a direção da PF promoveu o afastamento dos delegados e "filtrou" as informações para "induzir a erro" o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Cobrado por colegas da PF sobre a fala de Lula que o citou como "sujeito" que deveria dar "explicações", o delegado respondeu que planeja fazer uma declaração pública hoje à imprensa, na sede da Superintendência de São Paulo.




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